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Aprosoja faz alerta aos produtores: descuido na entressafra pode abrir caminho para a ferrugem asiática

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Entidade reforça a importância do vazio sanitário em Mato Grosso e lembra que o cumprimento da medida é decisivo para proteger a próxima safra de soja.

 

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) reforçou o alerta aos produtores sobre a importância do vazio sanitário da soja, considerado uma das principais barreiras contra a ferrugem asiática, doença que já provocou prejuízos bilionários e comprometeu a produtividade das lavouras brasileiras.

Durante o período da entressafra, os produtores são obrigados a eliminar todas as plantas vivas de soja das áreas cultivadas. A interrupção do ciclo da cultura impede a sobrevivência do fungo causador da ferrugem asiática e reduz significativamente o risco de contaminação da próxima safra.

A medida, determinada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, também contribui para diminuir a necessidade de aplicações de fungicidas, reduzir custos de produção e tornar o manejo fitossanitário mais eficiente desde o início do plantio.

Em Mato Grosso, o descumprimento da norma pode resultar em notificações, multas e outras penalidades. Mais do que uma exigência legal, porém, o vazio sanitário é tratado como uma ação coletiva, já que a permanência de plantas de soja em uma propriedade pode favorecer a disseminação do fungo para áreas vizinhas.

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O presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, destaca que o vazio sanitário transformou o enfrentamento da ferrugem asiática no estado e se tornou referência dentro e fora do Brasil.

“É importante lembrar que o Vazio Sanitário foi criado em um período em que havia cultivo de soja durante todo o ano, especialmente devido ao uso da irrigação. Naquela época, o controle da ferrugem asiática ainda era pouco eficiente. A medida trouxe um manejo mais eficaz, reduziu a necessidade de aplicações de fungicidas, diminuiu a incidência da doença e proporcionou mais segurança ao produtor, além de reduzir custos de produção.”

Quem vive o dia a dia das lavouras lembra que os impactos da doença já foram devastadores. O conselheiro consultivo da Aprosoja MT, Endrigo Dalcin, afirma que as perdas registradas no início dos anos 2000 evidenciaram a necessidade de medidas rigorosas para controlar a ferrugem.

“Tivemos perdas muito grandes entre 2003 e 2005. Foi um período difícil até entendermos a doença e aperfeiçoarmos os manejos. Hoje conseguimos conviver com a ferrugem graças a um conjunto de estratégias, e o vazio sanitário é uma das mais importantes.”

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Para o delegado do núcleo da Aprosoja MT em Diamantino, Mario Zortea Antunes Junior, a interrupção do cultivo durante a entressafra reduz a pressão inicial da doença e melhora o planejamento do manejo ao longo da safra.

“O vazio sanitário permite iniciar o plantio com menor incidência da ferrugem asiática, facilita o monitoramento das áreas e aumenta a eficiência das aplicações de fungicidas, reduzindo perdas e fortalecendo o controle da doença.”

Considerado um dos pilares da sanidade vegetal em Mato Grosso, o vazio sanitário segue como uma das principais armas para proteger a produção de soja, preservar a competitividade do estado e evitar que uma doença capaz de devastar lavouras volte a ganhar força.

 

Da Assessoria.

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