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Governo amplia Plano Safra 2026/27 para R$ 622,4 bilhões e anuncia novas medidas para o agro

Agro gaúcho perdeu R$ 100 bi em 5 anos e Plano Safra recua até 20%. FPA busca renegociação de dívidas com Fundo Social. Produtores recorrem a juros privados de 16% ao ano. (Foto: Reprodução / IPA)

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O governo federal ampliou o Plano Safra 2026/27 para R$ 622,4 bilhões, conforme publicação no Diário Oficial da União. Do total, R$ 525,1 bilhões serão destinados à agricultura empresarial e R$ 97,3 bilhões à agricultura familiar. Além do crédito rural, o pacote inclui medidas voltadas à regularização fundiária, gestão de riscos climáticos e fortalecimento da cadeia produtiva.

Entre as novidades está a criação da Política Nacional de Governança da Terra, que prevê a plataforma “Terras do Brasil”. O sistema irá integrar o Cadastro da Agricultura Familiar (CAF), o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e os registros cartorários para agilizar a regularização de imóveis rurais e facilitar o acesso dos produtores ao crédito.

O governo também alterou regras do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF), priorizando mulheres e famílias inscritas no Cadastro Único na concessão de terras. Outra mudança permite que o crédito fundiário seja utilizado em conjunto com o financiamento habitacional do Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA).

Na área climática, o Ministério da Agricultura criou um grupo permanente para monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre culturas como soja, milho, trigo e café. O pacote ainda regulamenta a identidade e os padrões de qualidade de coprodutos da biorrefinaria de milho destinados à alimentação animal, como o DDG, com o objetivo de ampliar a segurança do mercado e fortalecer a cadeia do etanol de milho.

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