O vereador Daniel Monteiro (Republicanos) acusou um grupo de parlamentares da Câmara de Cuiabá de descumprir um acordo firmado para definir a nova data da eleição da Mesa Diretora. Segundo ele, após a maioria dos vereadores votar pela realização do pleito em 1º de outubro, o bloco adversário informou que não iria respeitar o resultado da votação interna.
As declarações foram feitas nesta sexta-feira (26), durante entrevista ao Jornal do Meio-Dia. De acordo com Daniel, o regimento interno da Câmara prevê a eleição em 25 de agosto, mas a data contraria entendimento consolidado do Supremo Tribunal Federal (STF), que determina que a escolha ocorra apenas a partir de outubro do ano anterior à posse. “Hoje o Regimento Interno prevê o dia 25 de agosto, e o Supremo Tribunal Federal consagrou o entendimento de que tem que ser a partir de outubro. Portanto, se a gente realizar [em agosto], isso com certeza vai ser judicializado”, afirmou.
Para evitar questionamentos na Justiça, os 27 vereadores se reuniram para definir uma nova data. O grupo de Daniel Monteiro apresentou a proposta de realizar a eleição em 1º de outubro, enquanto a ala liderada por Marlon Haddafi (PV) defendeu o dia 5 de novembro. Conforme o acordo, a data mais votada seria oficializada.
Segundo Daniel Monteiro, a proposta de 1º de outubro recebeu a maioria dos votos, mas o entendimento foi rompido logo após a apuração. “A gente decidiu que quem tivesse mais votos ficaria com a data. A gente ganhou o 1º de outubro. Na hora em que a gente ganhou a eleição, eles falaram que não iam cumprir”, declarou.
O vereador afirmou que os adversários não esperavam o resultado da votação e, por isso, decidiram não cumprir o compromisso firmado entre os parlamentares. “A gente ganhou, e eles não contavam que nós ganharíamos. Na mesma hora, disseram na nossa frente que não iriam cumprir o acordo”, concluiu.




































