Após 22 anos de espera, Angélica Poiche conseguiu incluir o nome do pai em sua certidão de nascimento durante a 2ª edição da Expedição Justiça Sem Fronteiras, realizada no dia 12 de junho, na comunidade de Palmarito, em Vila Bela da Santíssima Trindade, a 522 km de Cuiabá. O reconhecimento de paternidade foi formalizado por meio de um acordo mediado pela Defensoria Pública de Mato Grosso.
Segundo o defensor público Antônio Goés de Araújo, a jovem sempre foi reconhecida como filha pela família, mas ainda não possuía o registro civil com o nome do pai. “Ela é e sempre foi filha, mas não tinha o registro. É o reconhecimento da sua origem. A gente percebeu a emoção dela quando saiu a decisão”, afirmou.
Filha de Maria Lorenza Poiche Hurtado e Miguel Parabá Messias, Angélica nasceu em 18 de outubro de 2003 e havia sido registrada apenas com o nome da mãe. Durante o mutirão, a família buscou regularizar voluntariamente a situação, e o acordo foi homologado imediatamente pelo juiz José Antônio Bezerra Filho.
Com a decisão, Angélica passou a se chamar oficialmente Angélica Poiche Parabá. A nova certidão também inclui os nomes dos avós paternos, Rafael Parabá e Pascoala Messias. Todo o procedimento foi realizado gratuitamente durante a Expedição Justiça Sem Fronteiras, iniciativa do Poder Judiciário de Mato Grosso que leva serviços essenciais às comunidades da faixa de fronteira entre Brasil e Bolívia.


















