O acordo de paz entre Estados Unidos e Irã encerrou quase quatro meses de conflito no Oriente Médio e trouxe alívio aos mercados globais. A guerra provocou forte alta nos preços do petróleo, pressionou a inflação em diversos países e reduziu as perspectivas de crescimento da economia mundial.
O principal impacto ocorreu após a interrupção do fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de energia. O barril chegou a quase US$ 120 durante o conflito, mas recuou para cerca de US$ 80 após o anúncio do acordo. A disparada encareceu combustíveis, fertilizantes, fretes e passagens aéreas, afetando consumidores e empresas em todo o mundo.
Nos Estados Unidos, a alta dos combustíveis impulsionou a inflação e dificultou a redução dos juros pelo Federal Reserve. O cenário também contribuiu para a queda da popularidade do presidente Donald Trump, que viu aumentar a insatisfação dos eleitores com o custo de vida.
No Brasil, os preços do diesel e da gasolina acumularam altas expressivas, pressionando o transporte de cargas e a inflação. A incerteza provocada pela guerra também reforçou as expectativas de juros elevados por mais tempo, o que pode continuar limitando o consumo e o crédito.
Apesar da trégua, organismos internacionais avaliam que a recuperação econômica dependerá da manutenção da estabilidade no Oriente Médio. FMI e OCDE reduziram suas projeções para o crescimento global em 2026 e alertam que os efeitos da crise energética ainda podem ser sentidos nos próximos meses.


















