MATO GROSSO

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Wellington critica governo, cobra mais ferrovias e defende reforço no combate ao crime

Foto: Reprodução

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Senador afirma que cortes em agências reguladoras travam investimentos, alerta para gargalos logísticos e pede maior integração das forças de segurança nas fronteiras brasileiras

 

O senador Wellington Fagundes (PL-MT) elevou o tom das críticas ao governo federal ao afirmar que o contingenciamento de recursos das agências reguladoras prejudica a fiscalização de concessões e compromete a qualidade dos serviços prestados à população. Segundo ele, a medida afeta diretamente setores estratégicos da economia e dificulta a geração de empregos.

Em entrevista à TV Senado, o parlamentar declarou que a redução do orçamento dessas instituições enfraquece a capacidade de acompanhamento de contratos bilionários e acaba refletindo no dia a dia dos brasileiros, que enfrentam problemas em áreas como infraestrutura, transporte e logística.

Wellington também voltou a defender a expansão da malha ferroviária nacional. Para ele, obras como a Ferrogrão são fundamentais para aumentar a competitividade do agronegócio, reduzir custos de transporte e aliviar a sobrecarga das rodovias brasileiras.

“O que esse governo está fazendo? Em um momento em que o Brasil precisa crescer, gerar empregos e atrair investimentos, corta justamente os recursos das agências que fiscalizam concessões e garantem que os serviços sejam prestados com qualidade à população. Quem paga essa conta é o cidadão que está lá na ponta”, afirmou.

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Sobre a necessidade de ampliar a infraestrutura ferroviária, o senador destacou que o país precisa superar entraves burocráticos. “O Brasil já teve cerca de 35 mil quilômetros de ferrovias e hoje possui menos da metade disso. Não podemos permitir que projetos estratégicos fiquem parados. A ferrovia reduz custos, gera competitividade, diminui impactos ambientais e melhora toda a logística nacional”, declarou.

Ao comentar segurança pública e a situação política do país, Wellington defendeu uma atuação mais firme do Estado. “Não importa o rótulo dado ao crime organizado. O que a população quer é resultado. Precisamos de inteligência, valorização dos policiais e integração entre União e estados. O cidadão está com medo e não podemos aceitar que a insegurança faça parte da rotina das famílias brasileiras”, concluiu.

Outro tema destacado foi a proposta que cria uma Região Integrada de Desenvolvimento (RID) entre municípios localizados na divisa de Mato Grosso com o Pará. A iniciativa busca ampliar investimentos públicos e garantir atendimento adequado a moradores de uma região marcada por dificuldades de acesso e grandes distâncias dos centros urbanos.

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