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Plano Safra 2026/27 pode chegar a R$ 652 bilhões e reduzir juros do crédito rural

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O governo federal negocia um Plano Safra 2026/27 com volume recorde de recursos para o crédito rural. A proposta em discussão prevê R$ 652 bilhões para financiamento da agropecuária, cerca de 10% acima dos R$ 594,4 bilhões disponibilizados na safra atual, além da redução de até dois pontos percentuais nas taxas de juros para médios e grandes produtores.

Pelas projeções em análise, os recursos destinados à agricultura empresarial podem subir de R$ 516,2 bilhões para aproximadamente R$ 570 bilhões. As taxas de juros das operações de custeio poderiam cair para cerca de 8% ao ano, enquanto algumas linhas de investimento chegariam a 6,5%, ante percentuais entre 10% e 14% praticados na safra 2025/26.

O principal entrave das negociações é o espaço fiscal disponível para a equalização dos juros, mecanismo utilizado pelo Tesouro Nacional para compensar a diferença entre o custo de captação dos bancos e as taxas subsidiadas pagas pelos produtores. O tema é tratado pelos ministérios da Agricultura, Fazenda e Desenvolvimento Agrário.

Na agricultura familiar, a expectativa é manter os juros entre 2% e 6% ao ano. O volume de recursos para o Pronaf pode alcançar R$ 82 bilhões, crescimento de cerca de 5% em relação aos R$ 78,2 bilhões da temporada atual. Até maio, os agricultores familiares já haviam contratado R$ 60,9 bilhões, o equivalente a quase 80% do total disponível.

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A definição final do Plano Safra deve ocorrer no início de julho. O desafio do governo será ampliar a oferta de crédito para sustentar o crescimento da produção agrícola sem comprometer o equilíbrio das contas públicas em um cenário de restrições fiscais.

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