As exportações brasileiras de carne de peru registraram forte crescimento nos primeiros quatro meses de 2026. Entre janeiro e abril, o país embarcou 22.328 toneladas da proteína, volume 23,1% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. A receita alcançou cerca de R$ 454 milhões, representando um avanço de 124,6% em relação aos R$ 202 milhões obtidos no primeiro quadrimestre de 2025.
O resultado foi impulsionado pelo aumento dos embarques e pela valorização da proteína no mercado internacional. O preço médio da carne de peru exportada pelo Brasil atingiu aproximadamente R$ 20,3 mil por tonelada, alta de 77,6% na comparação com os cerca de R$ 11,4 mil por tonelada registrados no mesmo período do ano anterior.
Apesar do desempenho positivo no comércio exterior, o setor enfrenta retração do consumo doméstico há vários anos. Em 2025, a produção nacional foi estimada em 138 mil toneladas, volume 7% menor que o registrado em 2024. Tradicionalmente associada às festas de fim de ano, a carne de peru tem perdido espaço para proteínas como frango e suínos no mercado interno.
A região Sul concentra cerca de 97% da produção brasileira. Santa Catarina lidera o setor com 62% da oferta nacional, seguida pelo Rio Grande do Sul, com 23%, e pelo Paraná, com 15%. Os três estados também lideram as exportações, com destaque para Santa Catarina, que embarcou 8.906 toneladas e faturou aproximadamente R$ 196 milhões no primeiro quadrimestre.
O México consolidou-se como o principal destino da carne de peru brasileira em 2026, importando 6.825 toneladas e movimentando cerca de R$ 153,5 milhões. O volume exportado para o país cresceu 319,7% em relação ao mesmo período de 2025. Chile, África do Sul, Países Baixos e Peru também figuram entre os principais compradores da proteína brasileira.




















