A China afirmou nesta quarta-feira (3) que se opõe a tarifas unilaterais e negou as acusações dos Estados Unidos sobre o uso de trabalho forçado em sua cadeia produtiva. A manifestação ocorreu após o governo americano propor uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos importados de cerca de 60 países, entre eles China e Brasil.
A medida foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), após uma investigação concluir que esses países não adotam mecanismos considerados eficazes para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Em resposta, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, afirmou que as acusações não têm fundamento.
“Não existe o chamado trabalho forçado na China, e nos opomos ao uso disso como desculpa para manipulação política”, declarou a representante do governo chinês durante coletiva de imprensa.
A proposta americana ainda está em fase de consulta pública e não entrou em vigor. Além da China, países como Brasil, Índia, Japão, Reino Unido e Coreia do Sul poderão ser atingidos pela sobretaxa. O governo dos Estados Unidos receberá contribuições até 6 de julho e realizará audiências públicas no dia 7 antes de decidir sobre a implementação das novas tarifas.




















