O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), negou na terça-feira (2) a existência de “pedaladas” na Prefeitura e afirmou que a única pedalada ocorre nos passeios ciclísticos promovidos pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Segurança Pública (Semob). A declaração foi dada após o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) anunciar auditoria para investigar um suposto rombo de R$ 100 milhões na Educação municipal.
Segundo o prefeito, o que está sendo chamado de pedalada faz parte da execução financeira prevista na Lei Orçamentária Anual (LOA), que permite deixar restos a pagar para o exercício seguinte. “É importante dizer que aquilo que eles chamam de pedalada, a gente chama de LOA. E a LOA prevê que a gente possa fazer execução financeira e deixar resto a pagar para o ano seguinte”, afirmou.
A auditoria foi anunciada pelo presidente do TCE-MT, Sérgio Ricardo, após denúncias feitas pelo ex-secretário municipal de Educação, Amauri Monge, durante sessão na Câmara de Cuiabá. Monge apontou supostas irregularidades após Abílio denunciar possível superfaturamento na compra de livros didáticos, que custariam cerca de R$ 800 por unidade e apresentariam erros de português e conteúdos produzidos por inteligência artificial.
Abílio afirmou que os materiais serão encaminhados à Controladoria Geral do Município (CGM) para análise, devolução e revisão. O prefeito também declarou que a denúncia foi encaminhada ao Ministério Público de Mato Grosso e afirmou que a empresa responsável pelos materiais, identificada por ele como Neurosaber, deixou de procurar a Secretaria Municipal de Educação após as denúncias serem tornadas públicas.






























