O plantio da safra brasileira de trigo 2026/27 alcançou 41,1% da área prevista, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Apesar das boas condições observadas nas principais regiões produtoras, o setor acompanha com preocupação a redução da área cultivada, os altos custos de produção e os possíveis impactos climáticos do fenômeno El Niño.
As lavouras já implantadas apresentam desenvolvimento satisfatório em estados como Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. No entanto, produtores têm reduzido investimentos e demonstrado menor intenção de plantio. Segundo representantes do setor, o aumento dos custos com fertilizantes, defensivos e outros insumos tem pressionado a rentabilidade da atividade.
A expectativa do mercado é de uma safra menor. Enquanto o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projeta produção de 6,7 milhões de toneladas, consultorias estimam volumes entre 6,1 milhões e 6,5 milhões de toneladas. O total seria insuficiente para atender à demanda nacional, estimada em cerca de 13 milhões de toneladas, ampliando a necessidade de importações.
Além da possível redução da produção, especialistas alertam para uma queda na qualidade do trigo nacional devido ao menor uso de tecnologia nas lavouras. Com isso, a indústria deve continuar dependente da importação de trigo com maior teor de proteína, principalmente da Argentina, principal fornecedora do cereal para o mercado brasileiro.












