O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, determinou a suspensão do contrato de R$ 116 milhões que previa a instalação de radares, lombadas eletrônicas, cercas eletrônicas e sistemas de pesagem em rodovias estaduais. A decisão ocorreu após forte repercussão negativa da publicação do contrato no Diário Oficial e do desgaste político provocado pelo tema.
O contrato havia sido homologado pelo governo estadual para o Consórcio Vias Catarinenses, liderado pela empresa Focalle Engenharia Viária, responsável pela implantação do sistema de fiscalização eletrônica nas rodovias catarinenses. O edital previa lombadas eletrônicas em 230 pontos, radares fixos em 12 trechos, cercas eletrônicas em outros 256 locais e sistemas de pesagem em seis pontos estratégicos.
Após a repercussão do caso, Jorginho afirmou que não autorizaria a instalação de “pardais” nas SCs. Segundo o governador, os equipamentos previstos como lombadas eletrônicas teriam o objetivo de substituir lombadas físicas instaladas próximas a escolas às margens das rodovias estaduais.
Mesmo com a justificativa, a divulgação do contrato gerou reação negativa dentro e fora do governo. A avaliação no Centro Administrativo foi de que o tema poderia causar desgaste político em ano eleitoral, principalmente por contrariar o discurso frequentemente adotado pelo governador contra o excesso de fiscalização eletrônica.
A licitação foi iniciada em 2025 e teve duração de cerca de sete meses até a definição da empresa vencedora. O projeto foi elaborado com base em estudos técnicos da Polícia Militar Rodoviária e da Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade, que apontaram trechos considerados críticos para acidentes e segurança viária. Entre os locais previstos estavam a Serra do Rio do Rastro, Serra Dona Francisca, SC-401, Túnel Antonieta de Barros, além das rodovias SC-410, SC-108, SC-486, SC-412 e SC-414. Com a suspensão, o futuro do contrato segue indefinido.


























