O Ministério Público de Santa Catarina pediu o arquivamento do inquérito sobre a morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis, por falta de provas de autoria humana nas agressões. Em parecer de 170 páginas, o órgão afirmou que a condução da investigação pela Polícia Civil de Santa Catarina contribuiu para uma “fixação precoce e equivocada de autoria” contra adolescentes investigados.
Segundo o MP, a investigação foi baseada em relatos de “ouvi dizer”, além de vazamentos de informações sigilosas e disseminação de versões não verificadas. O órgão afirmou ainda que outras hipóteses para a morte do animal deixaram de ser investigadas, o que teria provocado perda de provas que poderiam esclarecer o caso.
O parecer também aponta inconsistências na análise de imagens de câmeras de segurança usadas pela polícia. De acordo com o MP, havia diferença nos horários registrados pelos equipamentos e, após a correção, foi constatado que o adolescente investigado e o cão não estiveram juntos na região da Praia Brava, como sustentava a investigação policial.
Além do arquivamento, o Ministério Público de Santa Catarina pediu o envio do caso à Corregedoria da Polícia Civil para apurar a conduta de agentes e um possível uso político do caso. Os promotores também citaram publicação do governador Jorginho Mello sobre a investigação, afirmando que a declaração pode indicar acesso a informações sigilosas e ter ampliado ataques nas redes sociais.




























