A deputada federal Gisela Simona abriu o jogo sobre os bastidores da corrida eleitoral de 2026 e admitiu, pela primeira vez, que pode analisar um eventual convite para ser vice na chapa do vice-governador Otaviano Pivetta ao Governo de Mato Grosso. Em entrevista à RDM, rede de mídias, nesta segunda-feira (11), a parlamentar afirmou que, apesar de manter o foco na reeleição à Câmara Federal, não descarta discutir novos caminhos políticos dentro do grupo.
Gisela revelou que, neste momento, ainda não houve qualquer definição oficial sobre quem ocupará a vaga de vice na futura chapa de Pivetta. Segundo ela, as conversas mais pesadas devem acontecer apenas próximo das convenções partidárias, entre o fim de julho e o início de agosto, período em que também serão definidos os partidos aliados e a formação da composição majoritária.
“Estou firme como pré-candidata a deputada federal. Na verdade, ainda não houve nenhuma discussão dentro do grupo em relação à questão da vice, até porque entendemos que esse debate deve acontecer mais próximo das convenções partidárias, entre o fim de julho e o início de agosto. Esse é o momento em que também serão definidos os partidos aliados e quem estará ao lado de Otaviano Pivetta”, declarou a deputada ao comentar as especulações que começaram a surgir nos bastidores políticos.
A deputada fez questão de reforçar que existe um compromisso político do União Brasil com o nome de Pivetta desde a reeleição do governador Mauro Mendes. De acordo com ela, o apoio foi construído pela lealdade demonstrada pelo vice-governador ao longo dos dois mandatos dentro do Palácio Paiaguás.
“O que existe de muito concreto é que o União Brasil, desde a reeleição do governador Mauro Mendes, quando Pivetta novamente foi escolhido como vice, já tinha um pré-acordo de apoio ao nome dele. Isso ocorreu pela lealdade e pela firmeza com que atuou como vice-governador nos dois mandatos. Por conta disso, há inicialmente um compromisso pessoal e político de acompanhar e apoiar Pivetta como candidato ao Governo do Estado”, afirmou.
Mesmo reafirmando sua pré-candidatura à Câmara Federal, Gisela não fechou as portas para uma eventual composição como vice-governadora. “É possível analisar essa possibilidade. Primeiro, eu concordo plenamente que seja uma mulher, porque vejo que o nosso estado, por ter hoje uma maioria feminina na população de Mato Grosso, merece ter em uma chapa majoritária a composição entre um homem e uma mulher”, disse.
Nos bastidores, o clima é de tensão e reconfiguração política dentro da federação entre União Brasil e PP. Ao comentar o posicionamento do senador Jayme Campos, Gisela afirmou que ele é uma liderança que precisa ser ouvida e respeitada, mas ponderou que existe um compromisso político já firmado com Pivetta. A deputada ainda apostou na maturidade das lideranças para evitar um racha e construir consenso antes das convenções partidárias.






























