A discussão sobre a criação de uma espécie de “OAB da Medicina” voltou a ganhar força no país. O neurocirurgião Giovani Mendes defendeu a aplicação de um exame nacional obrigatório para médicos recém-formados, como forma de garantir mais segurança aos pacientes e avaliar a qualidade da formação no Brasil.
Em entrevista ao podcast da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, o especialista afirmou que hoje não existe um mecanismo realmente eficiente para medir o nível de preparo dos profissionais que saem das faculdades de Medicina do país. A proposta ficou conhecida popularmente como “OAB da Medicina”.
Segundo Giovani, médicos formados fora do Brasil já precisam passar pelo Revalida para poder atuar no país, justamente porque há uma avaliação da qualidade da formação. Já quem conclui Medicina em instituições brasileiras consegue registro profissional sem passar por uma prova nacional de competência.
O projeto que cria o Exame Nacional de Proficiência em Medicina, chamado de Profimed, já avançou no Senado. A proposta prevê uma avaliação obrigatória no fim do curso para medir se o futuro médico está realmente preparado para atender pacientes.
O neurocirurgião defende que o modelo siga uma lógica parecida com a do Direito: o Ministério da Educação ficaria responsável por fiscalizar os cursos de Medicina, enquanto os Conselhos de Medicina cuidariam da habilitação profissional dos formados.
Pela proposta, quem não for aprovado no exame poderá atuar apenas em funções técnicas e científicas, sem contato direto com pacientes. O projeto ainda será analisado pela Câmara dos Deputados e segue gerando debates entre entidades médicas, universidades e o governo federal.
















