O anúncio da nova fase do programa Novo Desenrola Brasil dividiu opiniões no Senado Federal. Enquanto parlamentares da base do governo defendem a medida como alternativa para reduzir o endividamento das famílias, senadores da oposição afirmam que o programa tem efeito limitado e não resolve os problemas estruturais da economia.
O senador Paulo Paim classificou o programa como uma resposta importante para milhões de brasileiros endividados, destacando a previsão de bloqueio do CPF de inadimplentes em plataformas de apostas por 12 meses. Já o senador Confúcio Moura afirmou que a iniciativa é necessária diante do alto nível de endividamento das famílias, principalmente entre pessoas de baixa renda.
Por outro lado, o senador Styvenson Valentim avaliou que o programa tem caráter paliativo e criticou a falta de medidas para combater problemas como inflação, juros altos e aumento do custo de vida. O líder do PL no Senado, Rogério Marinho, também criticou a proposta e afirmou que programas anteriores não reduziram a inadimplência.
A Medida Provisória 1.355/2026 já está em vigor e precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado em até 120 dias. Especialistas da Instituição Fiscal Independente (IFI) e da Consultoria de Orçamentos do Senado avaliam que o programa pode ajudar na renegociação das dívidas, mas apontam risco de impacto fiscal e possibilidade de aumento do chamado “risco moral”, quando consumidores passam a esperar novos programas de renegociação no futuro.
















