O Centro Acadêmico de Direito VIII de Abril (CADI) e o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal de Mato Grosso divulgaram nesta terça-feira (5) uma nota de repúdio após a circulação de mensagens envolvendo estudantes que planejavam criar uma lista de alunas “estupráveis”. O caso gerou repercussão dentro da universidade e motivou a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária para discutir episódios de misoginia no curso de Direito.
Segundo a nota, conversas registradas em um aplicativo mostravam estudantes do curso de Direito e de outras graduações classificando calouras e fazendo declarações sobre a intenção de molestar colegas. As entidades afirmaram que as manifestações “não podem ser tratadas como brincadeiras” e classificaram o conteúdo como banalização da violência sexual e objetificação de mulheres.
O comunicado também destacou que atitudes do tipo são incompatíveis com os princípios defendidos pelo curso de Direito, ligados à dignidade da pessoa humana e à igualdade de direitos. A nota relembrou ainda o caso de Solange Aparecida Sobrinho, de 52 anos, estuprada e morta dentro da instituição no ano passado.
As entidades estudantis afirmaram que irão acompanhar o caso junto às autoridades competentes para garantir medidas de proteção aos estudantes. O episódio também reacendeu debates sobre discursos misóginos ligados à chamada “machosfera” ou movimento Red Pill, alvo de discussões e propostas legislativas no Brasil para criminalização de práticas de incentivo à violência contra mulheres.






























