MATO GROSSO

CONFLITO NO CONTORNO LESTE

Prefeito entra em cena e tenta destravar crise que afeta mais de mil famílias

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A crise fundiária que há anos se arrasta na região do Contorno Leste, em Cuiabá, ganhou um novo capítulo tenso nesta segunda-feira (4), colocando frente a frente poder público, Judiciário e interesses privados em uma disputa que impacta diretamente mais de mil famílias. No centro do embate, o prefeito Abilio Brunini (PL) apresentou alternativas na tentativa de destravar um impasse que se tornou símbolo de insegurança e pressão social na capital.

 

A audiência ocorreu no Fórum de Cuiabá, na 2ª Vara Especializada em Direito Agrário, sob condução da juíza Adriana Sant’Anna Coningham, em um cenário ainda marcado pela decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu a desocupação da área em novembro de 2025. A medida evitou, até agora, um despejo em massa, mas manteve o conflito em aberto.

 

Diante da gravidade do caso, Abilio colocou na mesa três possibilidades para tentar resolver o impasse. A primeira prevê o depósito de um valor em conta judicial como garantia de indenização aos proprietários, caso a área seja desapropriada. A segunda aposta na espera por uma decisão definitiva da Justiça. Já a terceira propõe um acordo direto para a compra do imóvel — alternativa que ainda enfrenta resistência por parte dos donos da área.

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A movimentação do prefeito ocorre em meio ao temor de um desfecho mais duro, como a retirada forçada das famílias, cenário que segue no horizonte e aumenta a tensão entre os envolvidos. Nos bastidores, a busca por uma solução rápida virou prioridade para evitar um agravamento do conflito.

 

Durante a audiência, Brunini reforçou a necessidade de diálogo e defendeu uma saída que concilie os direitos dos proprietários com a realidade das famílias que vivem no local. Segundo ele, a Prefeitura está aberta à negociação e empenhada em construir uma solução que garanta segurança jurídica sem provocar impactos sociais irreversíveis.

 

Ao final do encontro, a juíza sinalizou um possível caminho para o avanço do caso: caso os proprietários concordem, será realizada uma nova audiência de conciliação, desta vez com mediação do Judiciário. A expectativa é que essa etapa traga propostas concretas e possa finalmente encaminhar uma solução para um conflito que já dura anos e mantém milhares de pessoas em constante incerteza.

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