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Bastidores do poder

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Alckmin, na “gaveta”

Segundo bastidores do Planalto, Lula pode desistir da reeleição e passar o bastão a Geraldo Alckmin (PSB) entre o final de junho e início de julho. Objetivo seria zerar o antagonismo com Flávio Bolsonaro, o enfraquecendo eleitoralmente. (Foto: Valter Campanato / Agência Brasil)

Fontes do Palácio do Planalto revelaram à esta coluna que já está sendo articulado a substituição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) na disputa presidencial, em outubro. Com a anuência de Lula, a troca ocorreria caso ele não recupere o desempenho nas pesquisas eleitorais até 30 de junho. Lula teria percebido que é o “boi com a corda” e planeja um álibi de saúde para desistir da reeleição, diante do risco de perder para Flávio Bolsonaro (PL).

 

Efeito colateral e o antagonismo

Se Lula não concorrer, as chances de Flávio Bolsonaro também seriam reduzidas, pois a retroalimentação do antagonismo “anti-Bolsonaro versus anti-Lula” seria zerada. Sem a polarização que alimenta ambas as campanhas, Flávio ficaria sem “escada”, segurando-se apenas no “pincel”. A estratégia visa esvaziar o adversário ao remover o contraponto principal da disputa.

 

Alckmin, o pacificador

Com trânsito na esquerda, centro-esquerda e centro-direita, Alckmin seria a grande novidade para pacificar o país. Ele pode seguir tranquilo por esse caminho, ainda mais tendo Lula como “cabo eleitoral” e aproveitando sua capacidade de diálogo entre diferentes espectros políticos. A movimentação indica que o plano de substituição está em curso nos bastidores.

 

Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos

A proposta, de autoria do deputado Zé Silva (União Brasil-MG), presidente da Frente Parlamentar da Mineração Sustentável, cria crédito fiscal de R$ 1 bilhão por ano, entre 2026 a 2030, para o beneficiamento e transformação mineral. (Foto: Divulgação / FPMS)

O deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) apresentou na noite desta segunda-feira, 4 de maio, na Comissão de Minas e Energia (CME) da Câmara, o parecer ao Projeto de Lei (PL) 2780 de 2024, que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. O projeto tramita em regime de urgência e é considerado estratégico para o posicionamento do Brasil na cadeia global de minerais críticos, especialmente no contexto da transição energética.

 

Conselho especial

O PL cria o Conselho Especial de Minerais Críticos e Estratégicos (CMCE), que será o responsável por definir a lista de minerais, revista a cada quatro anos, e por analisar previamente operações societárias com estrangeiros e contratos internacionais de fornecimento. O texto institui o Fundo Garantidor da Atividade Mineral (FGAM) com cotização da União de até R$ 2 bilhões, estabelecendo obrigatoriedade de aplicação em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D).

 

Projeto prioritário

O parecer de Arnaldo Jardim será votado na CME antes de seguir para o plenário da Câmara. O projeto é prioritário para o governo federal e para a Frente Parlamentar da Mineração Sustentável, que buscam consolidar o Brasil como fornecedor confiável de minerais estratégicos para a transição energética global. Não foram mencionados condenados no material.

 

Definição e governança

A proposta que cria a política para minerais críticos terá debêntures incentivadas e fará parte do Regime especial de incentivos para o desenvolvimento da infraestruturara (Reidi). (Foto: Pedro Ladeira / Folhapress)

Os minerais listados pelo CMCE serão revisados a cada quatro anos. O poder público terá análise prévia sobre operações societárias que transfiram controle a estrangeiros, contratos internacionais de fornecimento e alienação de ativos minerais da União. O acesso a incentivos exige contratação de mão de obra local, adoção de melhores tecnologias e geração de valor agregado no país.

 

Fundos e pesquisa

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) estima necessidade de R$ 5 bilhões para destravar projetos. Empresas do setor deverão aplicar anualmente 0,5% da receita bruta em pesquisa, desenvolvimento e inovação, sendo 0,15% destinados à Rede Nacional de Pesquisa em Minerais Críticos. Metade dos recursos de P&D deve ser aplicada em parceria com startups e instituições de ensino.

 

Crédito fiscal e certificado

O Programa Federal de Beneficiamento e Transformação concederá R$ 1 bilhão por ano até 2030 em crédito fiscal de até 20% do dispêndio, via procedimento concorrencial, para produção de concentrados, materiais para baterias, ímãs permanentes e fertilizantes. A proposta cria também o certificado mineral de baixo carbono, de adesão voluntária, e o cadastro nacional de projetos de minerais críticos, de adesão obrigatória. 

 

Incentivos minerais

Pelo relatório do deputado Arnaldo Jardim, as empresas do setor ficarão obrigadas a aplicar 0,3% da receita bruta, descontados os tributos, em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica pelo prazo de seis anos, e mais 0,2% em integralização de cotas no FGAM. Vencido o prazo, o percentual mínimo para P&D será de 0,5%. (Foto: Marina Ramos / Agência Câmara)

Para acessar os incentivos da Política Nacional de Minerais Críticos, os projetos devem obrigatoriamente contratar mão de obra e serviços das comunidades afetadas, adquirir insumos do comércio local e da indústria nacional, além de apoiar iniciativas de desenvolvimento local e inclusão social.

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Rede Nacional de Pesquisa

Metade dos recursos de P&D deverá ser aplicada em parceria com empresas juniores do setor mineral e com a Rede Nacional de Pesquisa (RNMCE). A RNMCE poderá firmar contratos com entidades públicas e privadas, nacionais e internacionais, e manter programa de bolsas para formação técnica e pós-graduada.

 

Suporte público

O poder público poderá estabelecer parâmetros, condicionantes e requisitos técnicos vinculados à exportação, bem como critérios de preferência para projetos que internalizam etapas da cadeia produtiva. O FGAM terá natureza privada e será administrado por instituição financeira oficial federal.

 

Aumento de biocombustíveis

O documento cita a visita do presidente Lula à União Europeia e publicações da The Economist e da Agência Internacional de Energia (AIE) que atestam o desempenho competitivo brasileiro em energia limpa. (Foto: Reprodução / FreePik)

A Coalizão dos Biocombustíveis, formada por frentes parlamentares do Biodiesel, Etanol e da Aagropecuária, publicou manifesto conjunto pedindo ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) a elevação da mistura de biodiesel no diesel fóssil para 17% (B17) e do etanol na gasolina para 32% (E32).

 

Vantagem competitiva

Os signatários afirmam que o Brasil reúne escala, tecnologia e recursos para avançar, sem impedimentos de mercado, os compromissos assumidos na COP-30 e a plena implementação da Lei do Combustível do Futuro. A elevação das misturas reduziria a exposição à volatilidade internacional de preços, fortaleceria a segurança energética e protegeria o consumidor, além de beneficiar a indústria da proteína animal e gerar emprego.

 

Chamado ao governo

O manifesto argumenta que postergar o avanço significa desperdiçar vantagem competitiva já consolidada. Assinam o manifesto os deputados Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), Alceu Moreira (MDB-RS), Pedro Lupion (Republicanos-PR) e Zé Vitor (PL-MG), que defendem que a decisão é de Estado, e não de governo. A aprovação das novas misturas colocaria o Brasil na liderança global da transição energética, transformando vocação em desenvolvimento econômico.

 

Devedores SP

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou CPI para apurar grandes devedores de IPTU, ISS e outros tributos. (Foto: Reprodução / Internet)

O plenário da Câmara Municipal de São Paulo aprovou a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os grandes devedores de impostos do município. O requerimento foi apresentado pelo vereador Sansão Pereira (Republicanos), que também assumirá a presidência da comissão. A CPI terá nove membros indicados proporcionalmente pelos partidos.

 

Investigação ampla

A comissão irá apurar a situação dos grandes devedores de tributos, com foco no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), no Imposto Sobre Serviços (ISS) e demais créditos tributários inscritos ou não em dívida ativa. Em março, a prefeitura divulgou lista dos maiores devedores após requerimento do vereador João Jorge (MDB), primeiro vice-presidente da Câmara.

 

Impacto bilionário

Apenas contribuintes com dívidas acima de R$ 10 milhões à prefeitura somam mais de R$ 150 bilhões, valor superior a um orçamento anual da capital paulista. A CPI buscará responsabilizar os devedores e recuperar os créditos tributários. Nenhum condenado foi citado no material.

 

Novo deputado

Assembleia Legislativa do Amapá conquista certificação Diamante em transparência pela primeira vez em 34 anos. (Foto: Divulgação / ALAP)

Pedro Filé (PDT), suplente de deputado estadual, tomou posse como deputado estadual na Assembleia Legislativa do Amapá (ALAP) em cerimônia conduzida pela presidente Alliny Serrão (União Brasil). Ele assume o mandato até 31 de janeiro de 2027, após a renúncia do deputado Delegado Inácio, eleito prefeito de Oiapoque. O novo parlamentar destacou seu compromisso com a qualificação dos debates e o fortalecimento do parlamento, com ênfase em políticas voltadas à juventude.

 

Transparência certificada

A presidente da Alap destacou que a Assembleia conquistou, pela primeira vez após 34 anos, a certificação Diamante no ranking nacional de transparência. O parlamento foi descrito como ativo, comprometido com responsabilidade e transparência, trabalhando diariamente para melhorar a vida da população. A solenidade contou com a presença do vice-governador Teles Júnior (PDT) e do deputado federal Dorinaldo Malafaia (PDT).

 

Cidadania amapaense

Por iniciativa da presidente Alliny Serrão, foi concedido o título de Cidadão Amapaense ao empresário paraense Marco Antônio Marques Cardoso (Marquinho), pelos relevantes serviços prestados ao Estado. Aprovada por unanimidade, a honraria foi entregue no dia do aniversário do empresário. Mudou-se para o Amapá em 1966, contribuiu para a formação da Fecomércio e hoje preside o Conselho Deliberativo da Agência de Desenvolvimento Econômico do Estado.

 

Posse de novos auditores no TCDF

A data do Dia do Auditor de Controle Externo remete a um episódio histórico de 1893, quando o então ministro da Fazenda Serzedello Corrêa defendeu a autonomia do controle externo, consolidando o papel dos tribunais de contas no Brasil. (Foto: Divulgação / TCDF)

O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) celebrou o Dia do Auditor de Controle Externo com a posse de 24 novos servidores em cerimônia no plenário. O presidente da corte, Manoel de Andrade, destacou o compromisso dos novos auditores com a população do DF. O procurador-geral do Ministério Público de Contas afirmou que o colegiado oferece algumas das melhores condições de trabalho da administração pública.

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Doação de Livros

O TCDF destinou mais de 1,1 mil livros da Biblioteca Cyro dos Anjos ao Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. É a primeira vez que o Tribunal realiza doação com finalidade socioeducativa para formação de bibliotecas prisionais. O acervo inclui obras de ciências sociais, direito civil, administrativo e licitações, contribuindo para a formação educacional e cidadã das pessoas privadas de liberdade.

 

Impacto social

A doação foi entregue à Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do DF e contou com a presença do presidente do TCDF, Manoel de Andrade. A proposta é tornar a iniciativa contínua, ampliando o acesso à informação e ao conhecimento onde o acesso a livros é limitado. A data do Dia do Auditor remete a 1893, quando o ministro Serzedello Corrêa defendeu a autonomia do controle externo.

 

Teresina climática

Iniciativa de saúde ambiental no pré-natal da prefeitura de Teresina, vencedora da ExpoEpi 2026, além do acelerador de soluções para o calor urbano, que cria refúgios climáticos e o projeto escolas verdes para cidades resilientes. (Foto: Divulgação / PMT)

A prefeitura de Teresina, por meio da Agenda Teresina 2030, participou do II Seminário Estadual Abril Verde com a palestra “Reflexões acerca da crise climática e os impactos do calor extremo”. O evento destacou que o período 2015-2025 foi o mais quente da história, afetando produtividade e saúde dos trabalhadores. Foram apresentadas soluções como ilhas de resfriamento, protocolos adaptados e a criação da primeira comissão de justiça climática do país para grupos prioritários (Comjuca).

 

Experiências Inovadoras

A cidade também exibiu projetos premiados: pesquisa sobre impactos do calor em gestantes, única das Américas contemplada pela  Agência das Nações Unidas para a saúde sexual e reprodutiva (UNFPA, na sigla em inglês) e também pela Mit Solve, uma iniciativa do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) criada em 2015 para encontrar e escalar soluções inovadoras para os desafios globais.

 

Prêmio na saúde

A Fundação Municipal de Saúde de Teresina conquistou o 3º lugar no Prêmio APS com o projeto “Consultório na escola na Aps de Teresina”, apresentado no 2º Congresso Brasileiro de Enfermagem de Família e Comunidade. A iniciativa leva atendimento e ações de promoção à saúde diretamente ao ambiente escolar, fortalecendo o Programa de Saúde na Escola (PSE).

 

100% de escolas climatizadas

Restante do país tem menos de 60% das salas climatizadas. (Fotos: Thiago Kaue / Secom-GOV-SC)

Santa Catarina tornou-se o primeiro estado do Brasil a climatizar 100% das salas de aula da rede estadual de ensino. A conquista representa um avanço expressivo em infraestrutura educacional, superando o déficit histórico da maioria dos estados brasileiros, que não chegam a 60% de salas climatizadas. Tocantins, Rondônia, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Goiás aparecem com percentuais acima de 80%.

 

Investimento recorde

O resultado é fruto do programa “Escola Boa”, responsável pelo maior investimento em infraestrutura da história da educação catarinense. Foram investidos R$ 165,1 milhões na climatização das salas de aula da rede pública estadual, conseguindo alcançar a meta da gestão estadual de 100% das escolas climatizadas, em apenas 10 meses.

 

Vanguarda nacional

A secretária estadual da Educação, Luciane Ceretta, destacou o rápido avanço do programa. O feito coloca Santa Catarina na vanguarda nacional, garantindo melhores condições de aprendizado para os alunos. Não foram mencionados condenados no material.

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