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SINAL AMARELO EM MINAS

Com 4%, Mateus Simões patina, e sucessão de Zema entra em zona de risco

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A corrida eleitoral em Minas Gerais ainda nem começou oficialmente, mas já tem candidato correndo atrás do prejuízo. Com apenas 4% das intenções de voto, Mateus Simões (PSD) vê o cenário se complicar antes mesmo da largada. Apontado como “herdeiro político” do governador Romeu Zema (Novo), ele enfrenta um desafio clássico — e muitas vezes fatal na política: transformar apoio em voto.

 

Os números da pesquisa Genial/Quaest caem como um balde de água fria no grupo governista. Mesmo ocupando o cargo de governador e contando com a estrutura da máquina estadual, Simões aparece apenas na quarta colocação, atrás de nomes mais conhecidos do eleitorado mineiro, como Cleitinho, Alexandre Kalil e Rodrigo Pacheco.

 

Mais do que a posição no ranking, o que preocupa é o tamanho do desconhecimento. Uma fatia significativa do eleitorado ainda não sabe quem é Mateus Simões, o que revela que sua imagem política não conseguiu, até agora, ultrapassar os limites institucionais do cargo. Em uma eleição cada vez mais pautada por exposição e identificação, isso pesa — e muito.

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O cenário se agrava quando se olha para o desempenho de quem deveria ser seu maior cabo eleitoral. A aprovação de Romeu Zema, que já foi um dos principais trunfos do grupo, apresenta queda consistente. Saiu de 62% em fevereiro de 2025 para 52% agora, enquanto a avaliação negativa praticamente dobrou, saltando de 14% para 26%.

 

Essa mudança no humor do eleitor impacta diretamente na tentativa de transferência de capital político. Nos bastidores, a leitura é clara: Zema já não entrega o mesmo peso eleitoral de antes, e isso coloca em xeque a estratégia de apostar em um sucessor pouco conhecido.

 

Dentro do próprio grupo político, o clima é de cautela — para alguns, já é de preocupação. A dificuldade de Simões em se firmar como candidato competitivo levanta dúvidas sobre a viabilidade do projeto de continuidade do atual governo, abrindo espaço para rearranjos e novas articulações.

 

Nas simulações de segundo turno, o panorama não melhora. O atual governador aparece em desvantagem na maioria dos cenários testados, o que reforça a percepção de que sua candidatura ainda não encontrou tração suficiente para disputar de igual para igual com adversários mais consolidados.

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No fim das contas, Minas Gerais assiste a uma sucessão que começa com mais incertezas do que garantias. A equação é simples, mas dura: apoio político ajuda, mas não resolve sozinho. E, até aqui, Mateus Simões ainda busca provar que consegue sair da condição de aposta para se tornar, de fato, uma opção viável nas urnas.

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