A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) entregou ao governo federal, nesta terça-feira (28), uma proposta de R$ 623 bilhões para o Plano Safra 2026/27. O documento foi encaminhado ao ministro da Agricultura, André de Paula, e prevê recursos para agricultura empresarial, agricultura familiar e ampliação do seguro rural.
Segundo a CNA, o setor enfrenta aumento no custo do crédito, pressão sobre as margens de rentabilidade e maior endividamento dos produtores. A entidade afirma que, além do volume de recursos, há problemas na estrutura do Plano Safra, principalmente pela falta de previsibilidade na liberação do crédito ao longo do ciclo agrícola.
A proposta também defende mudanças no modelo de financiamento rural, como a criação de um plano agrícola plurianual, reforço ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), atualização dos limites de enquadramento do Pronaf e Pronamp e simplificação das regras de acesso ao crédito.
Entre as medidas sugeridas estão ainda a ampliação de fundos garantidores, estímulo ao mercado de capitais no financiamento do agro e prioridade para programas de armazenagem, irrigação e sustentabilidade. Para a CNA, a combinação entre crédito, seguro rural e estabilidade orçamentária será decisiva para garantir investimento e segurança financeira ao produtor nas próximas safras.
















