O milho avança para a fase decisiva da safra 2025/26 com dois movimentos no campo: enquanto a colheita da primeira safra se encerra no Sul, a safrinha evolui no Centro-Sul, com lavouras em desenvolvimento e início pontual de colheita. O cenário indica boa produção, mas ainda cercado por incertezas climáticas e baixa movimentação no mercado.
Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento, o Brasil deve colher entre 118 e 120 milhões de toneladas de milho, acima do ciclo anterior, quando a produção ficou próxima de 115 milhões. A segunda safra deve responder por cerca de 75% do total.
No campo, a situação é variada. No Sul, a colheita da primeira safra está praticamente finalizada, enquanto no Centro-Oeste e em Mato Grosso do Sul a safrinha já foi quase totalmente plantada e apresenta, em geral, bom desenvolvimento, apesar de chuvas irregulares e focos pontuais de pragas.
O clima segue como principal fator de risco. Altas temperaturas e irregularidade das chuvas preocupam produtores em parte do Paraná e Mato Grosso do Sul, enquanto áreas de Mato Grosso ainda registram condições mais favoráveis.
No mercado, a comercialização segue lenta, com diferença entre preços pedidos e ofertados. As cotações variam entre R$ 56 e R$ 75 por saca no Sul, e o setor permanece em compasso de espera, com produtores segurando vendas e compradores aguardando maior definição da oferta da safrinha.















