O Brasil exportou 685 mil toneladas de arroz no primeiro trimestre de 2026, mais que o dobro do registrado no mesmo período do ano passado, segundo levantamento da Associação Brasileira da Indústria do Arroz com base em dados do governo federal. Apesar do forte avanço no volume, a receita cresceu em ritmo menor, refletindo a queda dos preços no mercado internacional.
Entre janeiro e março, as exportações somaram cerca de R$ 798,5 milhões, alta de 55% na comparação anual, impulsionadas pela recomposição dos estoques internos após a quebra de safra em 2025. Com maior oferta, o país voltou a operar com fluxo mais regular de embarques, inclusive durante a entressafra, período tradicionalmente mais fraco para vendas externas.
Os principais destinos do arroz brasileiro foram Venezuela, Senegal e México, mantendo o foco em mercados já consolidados. O arroz beneficiado teve destaque, com crescimento expressivo nos embarques, embora com menor valorização por tonelada, evidenciando a pressão nas cotações globais.
O aumento da oferta mundial, especialmente com a retomada das exportações da Índia, intensificou a concorrência e reduziu os preços. No cenário doméstico, o produtor enfrenta um ambiente de maior escoamento, mas com margens apertadas, em um mercado mais competitivo e dependente de eficiência logística e custos de produção.

















