Amanda Kess Aguilhera Pereira, conhecida como “Princesa” e líder do Comando Vermelho, foi alvo da Operação Coroa Quebrada nesta terça-feira (7). Ela está presa na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May e, segundo a investigação, continuava exercendo influência sobre a organização criminosa em Cáceres, ordenando execuções e gerenciando o tráfico de drogas.
A operação resultou na prisão de quatro pessoas e na expedição de 21 ordens judiciais, entre mandados de prisão preventiva e busca e apreensão, cumpridos em Cáceres, Cuiabá, Rondonópolis e Nova Mutum. Segundo a Polícia Civil, o grupo possui estrutura hierarquizada, com divisão clara de funções e envolvimento de pelo menos 28 integrantes.
Amanda é investigada por sua participação no assassinato de Gabriela da Silva Pereira, 16, em setembro de 2024, em Cáceres. Conforme o inquérito, Gabriela e uma amiga foram abordadas, amarradas e interrogadas sobre possíveis ligações com a facção rival Primeiro Comando da Capital (PCC). Após encontrarem uma foto de Gabriela fazendo um gesto associado ao PCC, os suspeitos determinaram sua execução, que resultou na morte da adolescente após diversos golpes de faca.
De acordo com o delegado Fabrício Alencar, da Draco de Cáceres, a facção demonstrava alto grau de periculosidade e utilizava aplicativos de mensagens para coordenar ataques, execuções e distribuição de armas. Além de Amanda, os demais investigados atuavam como armeiros, executores de homicídios e responsáveis pelo tráfico e logística de armas e drogas.
O nome da operação, “Coroa Quebrada”, faz referência à liderança de Amanda, simbolizando a desarticulação de sua atuação dentro da organização criminosa. A investigação foi conduzida pela Draco de Cáceres, com apoio da Denarc de Cuiabá, e reforça o combate a homicídios, tráfico e disputas territoriais entre facções.


































