O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter a prisão preventiva de Alan Diego dos Santos Rodrigues, acusado de participar da tentativa de explosão de um caminhão-tanque nas proximidades do Aeroporto Internacional de Brasília, em dezembro de 2022. A decisão, assinada em 30 de março de 2026, aponta risco à ordem pública e possibilidade de fuga.
Segundo as investigações, o crime ocorreu em 24 de dezembro, quando um artefato explosivo foi colocado no eixo de um caminhão de combustível. Além de Alan Diego, também são apontados como envolvidos George Washington de Oliveira Sousa e Wellington Macedo de Souza.
O acusado responde por crimes como associação criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e atentado contra a segurança do transporte aéreo. A denúncia foi aceita por unanimidade pela Primeira Turma do STF em dezembro de 2025.
Na decisão, Moraes afirmou que há “indícios suficientes” da participação direta de Alan Diego na ação, destacando que ele teria colocado o explosivo e feito ligações logo após o ato. O ministro também ressaltou o risco de reiteração criminosa e a necessidade de garantir a aplicação da lei penal.
Com a manutenção da prisão, o acusado segue detido enquanto o processo avança para a fase de instrução. O caso integra investigações relacionadas às operações Lesa Pátria e Nero, que apuram ataques às instituições democráticas.
















