O chefe de Inteligência da Guarda Revolucionária do Irã, Majid Khademi, foi morto nesta segunda-feira (6) em um bombardeio israelense na cidade de Teerã, segundo autoridades iranianas e o Exército de Israel. O ataque ocorreu ao amanhecer e, de acordo com Israel, foi uma operação de precisão. Ainda não há confirmação sobre outras vítimas.
Em comunicado, a Guarda Revolucionária afirmou que Khademi morreu como “mártir no ataque terrorista criminoso do inimigo americano-sionista (…) hoje ao amanhecer”. Horas depois, Israel confirmou a ação e descreveu o alvo como “um dos comandantes mais graduados” da força iraniana.
Khademi era considerado uma figura central na estrutura de inteligência do regime iraniano, com cerca de 50 anos de serviço. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou que ele estava entre “as três autoridades de mais alto escalão” da Guarda Revolucionária.
Segundo o Exército israelense, Khademi era responsável por reunir informações usadas em operações contra Israel e teria participado de planos para atingir cidadãos americanos, além de atuar na vigilância de civis iranianos durante protestos internos.
Ele ocupava o cargo há menos de um ano, após substituir Mohammad Kazemi, morto por Israel durante a chamada Guerra de 12 dias, em junho de 2025. A morte de Khademi se soma a uma série de eliminações de líderes iranianos desde o início do conflito regional, que já inclui nomes como Ali Khamenei, Ali Larijani e Alireza Tangsiri.
















