O IPCA-15, considerado prévia da inflação oficial, subiu 0,44% em março, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (26) pelo IBGE. No acumulado de 12 meses, o índice registra alta de 3,90%, abaixo dos 4,10% observados no período anterior, mas acima das expectativas de economistas, que projetavam 0,29% no mês e 3,74% no acumulado anual.
Todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram aumento de preços. A maior alta foi registrada em Alimentação e bebidas (0,88%), seguida por Despesas pessoais (0,82%), incluindo serviços e cuidados pessoais. Outros grupos com variação significativa foram Vestuário (0,47%) e Artigos de residência (0,37%).
Dentro de alimentação, a chamada alimentação no domicílio passou de 0,09% em fevereiro para 1,10% em março, com destaque para itens como açaí (29,95%), feijão-carioca (19,69%), ovo de galinha (7,54%), leite longa vida (4,46%) e carnes (1,45%). Alguns produtos, no entanto, ficaram mais baratos, como café moído (-1,76%) e frutas (-1,31%).
Já a alimentação fora de casa, que inclui restaurantes, bares e lanchonetes, apresentou leve desaceleração: passou de 0,46% em fevereiro para 0,35% em março, com alta de 0,31% para refeições e 0,50% para lanches.
O resultado indica que os alimentos continuam sendo o principal fator de pressão sobre os preços, mesmo com desaceleração em alguns itens, refletindo impactos no bolso dos consumidores e na formação do índice inflacionário do país.















