Dois policiais penais foram presos em Várzea Grande durante a operação “Via Paralela”, da Polícia Civil de Mato Grosso, que desarticulou um esquema de corrupção e comércio ilegal de celulares dentro do Centro de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos. Ao todo, seis pessoas tiveram prisão temporária decretada, incluindo servidores, reeducandos e a esposa de um dos envolvidos.
As investigações apontam que os policiais penais utilizavam o livre acesso à unidade prisional para introduzir aparelhos, vendidos a presos por valores entre R$ 400 e R$ 800 cada. Um reeducando coordenava a distribuição e repassava o dinheiro aos agentes, enquanto alguns celulares eram trazidos em dias de folga e escondidos em pontos estratégicos da unidade.
A operação também cumpriu quatro mandados de busca e apreensão. A Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejus-MT), por meio da Corregedoria-Geral, acompanha o caso e informou que adotará todas as medidas administrativas cabíveis contra os servidores investigados.
O delegado Marlon Luz destacou que o ingresso de celulares em presídios é uma das principais formas usadas por facções para ordenar crimes de dentro das unidades. A investigação apura crimes de associação criminosa, corrupção passiva majorada e ingresso ilegal de telefone em unidade prisional.


































