A votação do percentual da Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores estaduais, marcada para esta quarta-feira (14) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), já provoca forte embate político entre deputados da base governista e da oposição. Enquanto parlamentares cobram uma recomposição mais ampla das perdas salariais, aliados do governo defendem que o reajuste fique restrito ao índice inflacionário de 4,26%.
O líder do governo na Casa, deputado Dilmar Dal Bosco (União), afirmou que não há sinalização do governador Mauro Mendes para conceder percentual acima da inflação. Segundo ele, a proposta a ser enviada ao Legislativo deve contemplar apenas a reposição inflacionária. “O que nós vamos aprovar aqui, a princípio, é os 4,26%”, declarou.
Dal Bosco argumentou que o Estado paga salários competitivos em relação a outras unidades da federação e que uma recomposição maior, como os cerca de 19,58% reivindicados pelos sindicatos, teria impacto severo nas finanças públicas. Para o parlamentar, ampliar a folha de pagamento pode comprometer investimentos em obras e serviços no interior do Estado.
O posicionamento contrasta com o discurso da oposição e das entidades representativas dos servidores, que citam estudo do Dieese apontando defasagem salarial acumulada de quase 20% nos últimos cinco anos. A votação do projeto promete intensificar o debate entre a defesa do equilíbrio fiscal e a reivindicação histórica do funcionalismo público estadual.































