O Brasil registrou 4.515 denúncias de trabalho escravo e condições análogas à escravidão em 2025, o maior número da história, segundo dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC). O total representa um aumento de 14% em relação a 2024, quando já havia sido batido o recorde anterior, com 3.959 registros.
Entre as denúncias estão casos de trabalho infantil, jornadas exaustivas, condições degradantes, servidão por dívida e restrição de liberdade. Janeiro de 2025 foi o mês com mais denúncias desde a criação do Disque 100, em 2011, com 477 registros. Desde então, mais de 26 mil denúncias relacionadas a trabalho escravo foram feitas no país.
Os dados de denúncias acompanham números elevados de resgates. Em 2024, 2.186 pessoas foram retiradas de situações de exploração, principalmente nos setores de construção civil e agronegócio, mas 30% dos resgates ocorreram em áreas urbanas, indicando crescimento do problema fora do meio rural.
Autoridades destacam que o aumento das denúncias pode refletir maior conscientização e confiança nos canais de denúncia, como o Disque 100 e o Sistema Ipê, mas reforçam que o trabalho escravo continua sendo um problema estrutural no país.


















