MATO GROSSO

‘Várzea Grande não é cidade qualquer’, afirma Julio Campos ao exigir Delegacia da Mulher 24h

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O deputado Julio Campos (União) subiu o tom nesta quarta-feira (1º) ao cobrar a criação de uma Delegacia da Mulher 24 horas em Várzea Grande. A declaração veio em resposta direta ao governador Mauro Mendes (União), que gerou polêmica ao minimizar as dificuldades enfrentadas por vítimas de violência doméstica. Para Mendes, não seria “doloroso” que uma mulher, em situação de vulnerabilidade, atravessar a ponte até Cuiabá para registrar um boletim de ocorrência — fala que foi duramente criticada por parlamentares e movimentos de defesa dos direitos femininos.

Júlio ressaltou que Várzea Grande concentra a demanda de várias cidades e precisa de atendimento 24 horas.
“Não custa nada o governador determinar ao secretário de Segurança Pública e ao secretário de Justiça que as delegacias funcionem em regime integral, como é em Cuiabá. Várzea Grande é praticamente uma Capital, porque recebe não só a população local, mas também de Poconé, Livramento e Jangada. Tudo vai para Várzea Grande, não para Cuiabá”, disse.

Julio Campos ressaltou a importância estratégica de Várzea Grande no cenário estadual. “Várzea Grande não é uma cidade qualquer. Tem hoje cerca de 315 mil habitantes, quase metade da população de Cuiabá, que soma 700 mil. E a tendência é crescer muito mais. O próprio IBGE prevê que, em 20 anos, Várzea Grande poderá ter população maior que a Capital, porque lá o custo de vida é menor e a cidade continua em expansão”, disse.

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Apesar desse crescimento, o município ainda não dispõe de Delegacia da Mulher em funcionamento 24 horas. O serviço é limitado ao horário comercial e a Patrulha Maria da Penha, que atua no acompanhamento de vítimas, também só funciona nesse período. Segundo a major Raíssa Helena, responsável pela Patrulha, 146 medidas protetivas estavam ativas em agosto, com monitoramento contínuo das famílias em situação de risco.

A pressão feita por Julio Campos deve intensificar o debate dentro do governo estadual, que agora terá de se posicionar diante das cobranças não apenas do Parlamento, mas também da sociedade civil organizada.

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