O vereador Fellipe Corrêa (PL), ex-secretário de Agricultura e Trabalho de Cuiabá, sugeriu nesta terça-feira (26) que o Governo de Mato Grosso contribua financeiramente com o passe livre estudantil municipal, defendendo que o apoio estadual seja fundamental para garantir o acesso de jovens ao transporte público.
Segundo o vereador, a Prefeitura de Cuiabá assume integralmente os custos do passe livre estudantil, mesmo que a maior parte dos beneficiários seja composta por alunos da rede estadual de ensino, o que, na visão dele, reforça a necessidade de compartilhar o custeio com o Governo de Mato Grosso.
De acordo com alguns dados que vereador apresentou , a prefeitura de Cuiabá arcou com os gastos no primeiro semestre da gestão do prefeito Abilio Brunini (PL) e concedeu 1.852.467 passes para alunos da rede estadual, além de 594 mil para a rede federal (UFMT e IFMT), 696 mil para escolas particulares e 222 mil para a rede municipal. Atualmente, a Prefeitura de Cuiabá gasta mais de R$ 200 milhões por ano com transporte estudantil, valor que recai principalmente sobre os estudantes da rede estadual.
“O transporte custa mais de R$ 200 milhões ao ano para a Prefeitura. O impacto das gratuidades, especialmente dos alunos da rede estadual, pesa fortemente aos cofres do município. Desde que existe passe livre, é a Prefeitura que banca”, revelou.
Para Fellipe é necessário abrir um debate técnico sobre cooperação com o Estado: “Pretendo provocar essa discussão e sugerir que seja criada uma mesa técnica na Câmara para analisar o tema. O Estado tem condições de ajudar sem sofrimento. Não estamos falando de 1 milhão de alunos, mas sim de 1 milhão de passagens em seis meses”, afirmou.
O vereador reconheceu ainda que os avanços na educação sob a gestão do governador Mauro Mendes, mas destacou a necessidade de parceria entre os governos.
“Reconheço os bons números da gestão Mauro Mendes na educação. O que defendemos é cooperação. Cuiabá não pode pesar ainda mais o bolso do contribuinte com novos impostos, como a taxa do lixo. Precisamos de apoio do Estado e do Governo Federal para manter serviços essenciais”, concluiu.




























