Os deputados estaduais Lúdio Cabral (PT) e Gilberto Cattani (PL) protagonizaram novo confronto no plenário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), nesta quarta-feira (20), durante a votação de uma moção de repúdio apresentada por Cattani contra a reitora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), professora Marluce Souza. O motivo foi a realização, no campus da instituição, das comemorações dos 30 anos do MST no estado.
Lúdio criticou a proposta, acusando o colega de “baixar o nível” do debate para alimentar a “bolha da extrema direita” nas redes sociais. Em seu discurso, também atacou o ex-presidente Jair Bolsonaro e o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro, citando o processo que ambos respondem no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe. “Alguns fogem do Brasil. E essas pessoas vão para o banco dos réus, Jair Bolsonaro, para fazer papelão, para mostrar o quanto é frouxo e covarde”, declarou.
Cattani rebateu afirmando que o MST é um “grupo terrorista” e que se sentiu ofendido com a declaração da reitora que classificou os integrantes como trabalhadores. “Isso me ofende muito, porque eu sou assentado na reforma agrária, nunca invadimos propriedade. O maior inimigo da reforma agrária chama-se MST”, disse. O deputado ainda desafiou simpatizantes do movimento a “boicotarem o agronegócio”, afirmando que viveriam “com fome e nus”.
Apesar das críticas, a moção de repúdio foi aprovada, com votos contrários apenas de Lúdio Cabral e da deputada Edna Sampaio (PT). Esta foi a segunda vez em uma semana que a ALMT aprovou manifestação contra a reitora da UFMT, ambas propostas por Cattani.
Na semana anterior, os deputados haviam aprovado outra moção de repúdio após a reitora defender a professora Maria Inês da Silva Barbosa, repreendida pelo prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), por usar o pronome neutro “todes” durante palestra na Conferência Municipal de Saúde.


































