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Ibovespa cai 2,10% e dólar sobe após decisão do STF sobre sanções estrangeiras

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O Ibovespa fechou em queda de 2,10%, aos 134.432 pontos, nesta terça-feira (19), enquanto o dólar avançou 1,19%, cotado a R$ 5,4993. A reação negativa do mercado foi imediata após a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu a aplicação no Brasil de sanções baseadas em atos unilaterais de governos estrangeiros.

Segundo Dino, bloqueios de ativos, cancelamento de contratos ou medidas semelhantes só poderão ocorrer com autorização expressa do STF. A medida foi interpretada por investidores como uma forma de suspender os efeitos da Lei Magnitsky, utilizada pelos Estados Unidos para impor sanções financeiras ao ministro Alexandre de Moraes. A embaixada norte-americana reagiu afirmando que nenhum tribunal estrangeiro pode anular suas sanções.

O impacto foi imediato nos bancos, que têm forte peso no índice e lideraram as quedas: Banco do Brasil recuou 5,79%, Bradesco caiu 3,79%, BTG teve baixa de 4,04%, Itaú perdeu 3,97% e Santander recuou 4,88%. Somados, os cinco bancos perderam R$ 41,98 bilhões em valor de mercado no pregão, segundo a Elos Ayta Consultoria.

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No acumulado, o dólar sobe 1,87% na semana, cai 1,81% no mês e recua 11,01% no ano. Já o Ibovespa acumula queda de 1,40% na semana, alta de 1,02% no mês e valorização de 11,76% em 2025.

No cenário internacional, os investidores acompanharam a reunião de Donald Trump com Volodymyr Zelensky e líderes europeus. O ex-presidente americano afirmou trabalhar para um encontro trilateral com o presidente ucraniano e Vladimir Putin, enquanto a Rússia sinalizou disposição para discutir um processo de paz.

Além disso, declarações de Michelle Bowman, integrante do Fomc e cotada para suceder Jerome Powell no comando do Federal Reserve, também pesaram sobre os mercados. Ela defendeu pelo menos três cortes de juros neste ano, em linha com a pressão da Casa Branca por crédito mais barato.

Em Wall Street, o S&P 500 caiu 0,6%, o Nasdaq recuou 1,5% e o Dow Jones fechou estável. Na Europa, as bolsas tiveram alta generalizada, com o índice STOXX 600 avançando 0,69%. Já na Ásia, a maioria dos mercados encerrou em queda, com destaque para o Kospi, que recuou 0,81%.

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A combinação de incertezas políticas, tensões geopolíticas e expectativas em relação aos juros nos Estados Unidos aumentou a aversão ao risco, pressionando os ativos brasileiros.

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