Em meio à turbulência causada pela nova tarifa imposta pelos Estados Unidos, o ex-governador e ex-ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), soou o alarme nesta quinta-feira (14), ao comentar o pacote emergencial de R$ 30 milhões anunciado pelo Governo Federal para socorrer empresas brasileiras. Para ele, a ajuda chegou “na hora certa”, mas pode não ser o bastante diante do impacto devastador da medida americana.
“Não sei se é suficiente, mas o Governo se mexe na hora certa”, afirmou Maggi, ressaltando que o novo imposto está asfixiando negócios de todos os tamanhos. “Muitas empresas, sejam médias, grandes ou pequenas, têm uma dificuldade enorme de pagar esse imposto. Aliás, fica inviável. Então, o Governo vem ao socorro delas e, no último caso, socorro desses empregos”, disparou.
Em meio à crise provocada pelo “tarifaço” dos EUA, o ex-ministro da Agricultura Blairo Maggi foi direto: a China deve seguir como prioridade absoluta nas exportações brasileiras para evitar um colapso industrial. “Se a China abrir mais possibilidades de compra, equilibraria as empresas até que outros mercados se abram”, afirmou.
Maggi ainda alfinetou Donald Trump, acusando o ex-presidente americano de agir mais por vingança política — em razão de sua amizade com Jair Bolsonaro — do que por razões econômicas. “Não justifica o Brasil estar com uma tarifa de 50%. É mais político do que econômico”, criticou.
Sem confirmar uma possível chantagem comercial, o ex-ministro defendeu que o governo Lula reabra o diálogo diplomático: “Tem que pegar com a chancelaria, desobstruir os canais e tentar reduzir as tarifas”, concluiu.









































