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Reino Unido anuncia restrições a produtos de áreas desmatadas e amplia pressão sobre agro brasileiro

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O governo do Reino Unido anunciou que pretende adotar, a partir de 2027, novas regras para impedir a importação de produtos agrícolas oriundos de áreas desmatadas. A medida amplia a pressão sobre o agronegócio brasileiro, que também enfrenta restrições impostas pela União Europeia relacionadas a exigências ambientais e sanitárias.

A proposta britânica segue linha semelhante ao Regulamento Antidesmatamento da União Europeia (EUDR), exigindo comprovações de origem dos produtos e mecanismos de rastreabilidade para garantir que não estejam associados ao desmatamento. O setor produtivo brasileiro avalia que as novas exigências podem criar obstáculos às exportações, especialmente para mercados considerados estratégicos e de alto valor agregado.

Além das questões ambientais, produtores e exportadores acompanham os impactos das restrições sanitárias anunciadas pela Comissão Europeia, que afetam produtos de origem animal, como carne bovina, aves, leite, pescado e mel. Entidades do setor buscam alternativas junto ao Ministério da Agricultura para reduzir os efeitos das medidas e manter a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional.

Representantes do agronegócio argumentam que as exigências europeias e britânicas desconsideram aspectos da legislação ambiental brasileira, incluindo áreas cuja supressão vegetal ocorreu dentro dos limites autorizados por lei. Segundo o setor, isso pode transformar critérios ambientais e sanitários em barreiras comerciais que dificultam o acesso aos mercados externos.

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O governo britânico informou que realizará uma consulta pública ao longo deste ano para ouvir empresas, organizações e países exportadores antes da implementação definitiva das regras. O processo é visto pelo setor produtivo brasileiro como uma oportunidade para defender o reconhecimento dos mecanismos nacionais de controle ambiental e rastreabilidade.

A expectativa é que o governo brasileiro e entidades representativas intensifiquem as negociações diplomáticas e comerciais nos próximos meses, buscando minimizar os impactos das novas exigências sobre as exportações agropecuárias do país.

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