Os deputados mato-grossenses Wilson Santos (PSD) e Júlio Campos (União) engrossaram o discurso nesta quarta-feira (13.08), em entrevista à imprensa, ao exigirem uma regulamentação dura e imediata das plataformas digitais no Brasil. Indignados, denunciaram a crescente exploração de crianças e o descontrole absoluto sobre o que circula na internet, que, segundo eles, se tornou um campo fértil para crimes e abusos.
Wilson Santos fez um alerta contundente sobre as big techs, acusando-as de perseguir apenas o lucro e explorar sem limites qualquer tema — incluindo religião, ciência e até a sexualidade infantil — para encher os próprios bolsos.
“Essas empresas manipulam o pensamento global e ditam pautas. É um escândalo permitir que crianças sejam exploradas enquanto malandros lucram bilhões. A regulamentação já deveria ter sido aplicada”, afirmou. O deputado também defendeu punições severas contra qualquer conteúdo que ataque a honra e a dignidade das pessoas.
O deputado Júlio Campos manifestou sua indignação sobre a sexualização infantil na internet, classificando o problema como “gravíssimo” e lembrando que o tema já está em debate na Comissão de Segurança Pública da Câmara. Segundo ele, a falta de supervisão dos pais potencializa o perigo.
“Muitos simplesmente entregam o celular às crianças e deixam que façam o que quiserem. Depois, vêm as consequências terríveis, incluindo casos de estupro e corrupção de menores via internet”, disse, em tom contundente.
Campos fez um chamado enfático por ação imediata e coordenada do Congresso, dos estados e de toda a sociedade, defendendo leis mais rígidas e intensa conscientização de pais, avós e cuidadores. Ele revelou que, só nesta semana, mais de 30 projetos de lei sobre o tema foram apresentados na Câmara.
“Essas plataformas lucram com conteúdos abusivos e precisam ser duramente punidas”, reforçou, em tom contundente.
Campos concluiu seu posicionamento afirmando que é urgente que a sociedade não feche os olhos para a exploração infantil na internet. Segundo ele, sem ação rápida e punições severas, bilhões continuam sendo lucrados às custas da vulnerabilidade das crianças, deixando um rastro de vítimas e consequências irreversíveis.



































