A Justiça de Mato Grosso manteve o julgamento de Gilberto Rodrigues dos Anjos em Sorriso, cidade onde ele é acusado de estuprar e matar Cleci Calvi Cardoso e suas três filhas, Miliane, Manuela e Melissa, no caso que ficou conhecido como “Chacina de Sorriso”. A decisão atende ao pedido do Ministério Público e rejeita a solicitação da Defensoria Pública, que pedia a transferência do júri para Cuiabá alegando risco à segurança do réu e parcialidade dos jurados.
O advogado da família das vítimas, Conrado Pavelski Neto, afirmou que não há fundamento nas alegações de parcialidade. “Os jurados vão julgar pelo que tem no processo, pelas provas. Não é porque a mídia tá expondo as situações que isso vai interferir ou não”, declarou, garantindo ainda que Sorriso possui estrutura de segurança suficiente para garantir a integridade do réu.
Gilberto já foi julgado este ano por outros dois crimes: o assassinato do jornalista Osni Mendes, em 2013, e um estupro cometido em Lucas do Rio Verde em 2023. Segundo Pavelski, essas experiências reforçam que não há motivo para temer pela realização do júri na cidade.
O advogado também ressaltou que as provas contra o réu são contundentes e que o julgamento apresentará várias qualificadoras, como feminicídio, meio cruel e execução na frente de familiares. “A mãe foi morta diante das filhas, e as meninas na presença da genitora”, explicou.
Marcado para o dia 7 de agosto, o julgamento poderá ter limitação de público presencial, e ainda não há definição sobre possível transmissão online. Caso ocorra, o advogado alerta para o corte de trechos mais sensíveis do processo, dada a gravidade dos crimes.


































