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“Não tem sangria desatada, nem o mundo vai desabar”, afirma líder do governo no Senado após derrubada do decreto de Lula que aumentava o IOF para bancar ações sociais

Apesar da derrota na votação do decreto que aumentava o IOF para cobrir 10,5 bi contingenciados e fazer frente a ações sociais do governo, Jaques Wagner acredita que o clima entre governo e Legislativo estará mais “sereno”. (Foto: Lula Marques / Agência Brasil)

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O petista baiano Jaques Wagner afirmou, ainda, que o resultado da votação que reuniu quase 390 deputados e a maioria do Senado é do jogo democrático; o governista acredita que, agora, após o rompimento unilateral da maioria dos parlamentares, o governo irá procurar outras formas de “suprir a receita”.

 

Por Humberto Azevedo

 

“Não tem sangria desatada, nem o mundo vai desabar”, assim afirmou o líder do governo no Senado – senador Jaques Wagner (PT-BA) – após a maioria da Câmara dos Deputados e do Senado Federal aprovar, na noite desta quarta-feira, 25 de junho, a derrubada do veto editado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que aumentava as alíquotas do Imposto de Operações Financeiras (IOF) para descontingenciar cerca de R$ 10,5 bilhões para bancar ações governamentais, dentre elas iniciativas nas áreas sociais.

 

Para o petista baiano Jaques Wagner, o resultado da votação, que reuniu quase 390 deputados e 43 senadores, é do jogo democrático. Segundo ele, o governo fará agora, após o rompimento unilateral adotado pela maioria dos parlamentares ao acordo realizado entre os governistas e os líderes partidários, o governo irá procurar outras formas de “suprir a receita”.

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“Bom, o governo evidentemente defendeu o que acredita, infelizmente em que havia sido feito um acordo sobre essa matéria, acabaram, vamos dizer, rompendo o acordo unilateralmente e votaram esse PDL, que na minha opinião era um decreto para fazer justiça tributária. Não, obrigatoriamente, uma questão arrecadatória. Óbvio que ela sempre aparece. [Mas] eu só quero chamar a atenção que havia o primeiro decreto da presidência. E por negociação com esse Congresso, o presidente retirou o primeiro decreto, editando um novo, conforme combinado, muito mais suave do que o primeiro”, comentou Wagner ao responder a reportagem da Agência Senado de como o governo contava com essa arrecadação.

 

“Na verdade, o objetivo era cercar aqueles que vivem sonegando impostos, que arrumam caminhos e trilhas para fugir da sua obrigação com o IOF. Bom, o Congresso decidiu assim. O governo vai procurar outras formas de suprir a receita que estava guardando. Não tem ainda uma posição do governo. A votação acabou agora. Mas eu sou daqueles que acham que um dia após o outro. Não tem sangria desatada nem o mundo vai desabar. Mas vamos chegar numa hora e vamos arrumar outra forma de poder suprir essa necessidade. Falei com o presidente há pouco, pessoalmente ele está… Óbvio que não gostou, mas está muito tranquilo, porque ele é um democrata e sabe que o jogo é esse”, complementou o líder governista.

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NO PÓS, CLIMA SERENO?

 

Questionado, ainda, pela reportagem da Agência Senado, se o resultado da votação que derrubou o aumento do IOF pode contaminar o ambiente político nas duas Casas legislativas, Jaques Wagner assinalou que não. Ele acredita que, agora, após o rompimento unilateral promovido pela maioria dos parlamentares, os debates passarão a acontecer num “clima mais sereno”.

 

“Ao contrário, eu acho que como eles derrotaram o desejo do governo nessa matéria, eu imagino que nas próximas matérias teremos um clima mais sereno. Inclusive a MP do setor elétrico. Eu vi hoje uma conversa do senador Eduardo Braga (MDB-AM), que já foi ministro de Minas e Energia, com o ministro da Casa Civil, Rui Costa. A informação que eu tenho de ambos é de que o resultado foi muito positivo e que estão caminhando no sentido de achar um caminho de equilíbrio. Então, acho que vai ser votado”, finalizou Wagner.

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