Da Assessoria
A Polícia Civil de Pontes e Lacerda investiga uma possível chacina, resultado de ataque ocorrido na manhã de segunda-feira (23), no garimpo ilegal instalado na Terra Indígena Sararé, no setor 4, que fica localizado no município. O crime resultou na morte de 4 pessoas e deixou um homem ferido. Entre as vítimas fatais está Flávia Melo de Miranda Soares, de 20 anos, que foi assassinada a tiros. Um homem, de 33 anos, foi baleado e está internado em estado grave em uma unidade de saúde da cidade.

Segundo informações do boletim de ocorrência da Polícia Militar, o casal foi deixado no Hospital Santa Casa por duas caminhonetes brancas, que chegaram ao local após o ataque. Flávia já estava sem vida quando chegou ao hospital.
De acordo com relatos preliminares, o ataque teria sido protagonizado por mais de 10 homens armados, possivelmente ligados à uma facção criminosa. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra três corpos, todos homens, dentro de uma caminhonete. No vídeo, o narrador afirma que o grupo foi atacado por volta das 5h30 da manhã e que a ação foi uma tentativa de retaliação contra os garimpeiros.
Após saber da denúncia do ataque e de que o casal deu entrada na unidade de saúde de Pontes e Lacerda, a Polícia Civil iniciou as investigações do caso, nessa terça-feira (24).
O delegado João Paulo Berté, da Polícia Civil de Pontes e Lacerda, disse que uma força-tarefa foi montada, com equipes da Força Tática, Patrulha Rural e da Polícia Civil para acessar o local dos ataques, que segundo o agente, era de difícil acesso. “O local é de muito difícil acesso, situação de mata, não há vias que percorrem todo o local de exploração do garimpo ilegal. Contudo as equipes conseguiram adentrar ao local e encontrar mais 3 corpos”, relatou o responsável pelo trabalho.
O caso está sendo investigado pela Polícia Civil, que trabalha para esclarecer as circunstâncias do ataque e capturar os envolvidos. As forças de segurança seguem em diligência para apurar mais informações sobre o confronto e identificar os responsáveis pela chacina.































