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Brasil pede desculpas à família do jornalista desaparecido na Amazónia

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A Embaixada do Brasil no Reino Unido pediu, esta terça-feira, desculpas à família do jornalista britânico desaparecido desde 5 de junho na Amazónia brasileira por ter informado erradamente que o corpo tinha sido encontrado.

“Lamentamos profundamente que a embaixada tenha transmitido ontem [na segunda-feira] à família informações que não se revelaram corretas”, escreveu o embaixador, Fred Arruda, de acordo com o jornal The Guardian.

No início da manhã de segunda-feira, a mulher do jornalista Dom Phillips, Alessandra Sampaio, relatou a um jornalista da TV Globo ter sido informada sobre a descoberta de dois corpos na área de buscas por autoridades brasileiras, que contactaram familiares do jornalista no Reino Unido.

Na sequência da divulgação destas informações nos ‘media’ locais e do Reino Unido, a Polícia Federal brasileira divulgou uma nota ressaltando que “não procedem as informações que estão sendo divulgadas a respeito de terem sido encontrados os corpos do Sr. Bruno Pereira e do Sr. Dom Phillips.”

Dom Phillips, jornalista e colaborador do jornal The Guardian, e Bruno Araújo Pereira, ativista que militava em favor dos direitos dos indígenas, estão desaparecidos desde 05 de junho, no Vale do Javari, região remota e de selva na Amazónia brasileira perto da fronteira com Peru e Colômbia, onde realizavam uma investigação sobre ameaças de invasores e criminosos contra os indígenas.

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No domingo, o Comité de Gestão de Crise, criado para coordenar as buscas e chefiado pela Polícia Federal brasileira, informou que o Corpo de Bombeiros havia encontrado uma mochila com um computador e outros itens pessoais dos desaparecidos.

A mochila foi amarrada a uma árvore numa área das margens do rio, cujo nível subiu nos últimos dias devido às chuvas, num local próximo à casa de Amarildo da Costa de Oliveira, mais conhecido como “Pelado”.

Até agora, Oliveira, o único suspeito nos desaparecimentos, foi detido na sexta-feira depois de as autoridades encontrarem vestígios de sangue num de seus barcos.

O suspeito foi visto no dia dos desaparecimentos atrás do barco em que viajavam o jornalista e o ativista.

O Vale do Javarí, segunda maior reserva indígena do Brasil, é conhecido por ser palco de conflitos dominados pelo narcotráfico, roubo de madeira e mineração ilegal.

Fonte: Jornal de Notícias

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