As investigações sobre o polêmico processo de licitação do estacionamento rotativo de Cuiabá entram em uma nova e decisiva fase. Em entrevista à imprensa, o vereador Tenente Dias (Cidadania), presidente da CPI que apura o caso, reforçou que agora os trabalhos avançam para as oitivas e prometeu aprofundar os questionamentos sobre possíveis irregularidades na elaboração do edital.
Segundo o parlamentar, o foco da comissão vai além do contrato já analisado anteriormente. O que está sob lupa agora é a própria licitação que garantiu à empresa CS Mobi a concessão do serviço na Capital. Dias destacou que existem dúvidas sobre a suposta desconsideração de pareceres técnicos elaborados por servidores efetivos da Prefeitura durante a construção do processo.
“A população quer entender o que realmente aconteceu. O contrato já foi investigado. Agora, e a licitação? Por que pareceres de profissionais efetivos foram ignorados? Como que se deu essa licitação?”, questionou o vereador, ao falar com os jornalistas.
A CPI busca esclarecer se houve direcionamento para beneficiar a concessionária, que administra o estacionamento rotativo e outros serviços em Cuiabá. Em 2025, outra comissão já havia investigado o contrato firmado com a empresa, mas desta vez o objetivo é apurar se houve favorecimento ainda na fase inicial do certame.
Mesmo com a Câmara Municipal em reforma até o fim de fevereiro, funcionando temporariamente em formato online, Tenente Dias garantiu que o ritmo não será prejudicado. Ele afirmou que as primeiras oitivas já estão marcadas para esta semana e assegurou que a comissão fará uma investigação técnica, criteriosa e voltada a dar respostas concretas à população.





























