O líder do governo na Câmara Municipal de Várzea Grande, vereador Bruno Rios (PL), acabou deixando escapar, durante entrevista nesta terça-feira (2), que há uma discussão interna envolvendo um decreto ligado à Organização Social da Saúde (OSS) no município. A revelação ocorreu ao comentar a aprovação do projeto que amplia o poder de fiscalização da Câmara sobre os atos da Prefeitura, aprovado mesmo após seu pedido de vista.
“Compreendemos a decisão do presidente, até porque é uma prerrogativa dele. O pedido de vista foi apenas para que tivéssemos mais prazo e pudéssemos discutir melhor o assunto, já que trata da sustação de um decreto do Executivo. Não existe insatisfação do Legislativo em relação aos decretos da prefeita. Temos dialogado com a base e com o presidente da Casa. Há, sim, uma discussão sobre outro decreto, ligado à Organização Social da Saúde (OSS), que está em análise junto à Secretaria de Saúde”, revelou.
Segundo ele, a intenção não era barrar a proposta, mas ajustar o texto.
“O Executivo não é contra o que está previsto na Constituição e na legislação estadual. Apenas queríamos adequar o texto, deixá-lo mais justo. Infelizmente, não conseguimos avançar nesse sentido”, concluiu.
Apesar de minimizar a polêmica e negar qualquer crise entre os poderes, a fala de Bruno Rios acabou abrindo brecha para novos questionamentos sobre os contratos da Saúde em Várzea Grande, especialmente no que diz respeito à atuação da OSS, tema que promete acirrar ainda mais o debate político na cidade.
















