A decisão da União Europeia de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal ao bloco gerou preocupação no setor da piscicultura brasileira. Representantes da cadeia afirmam que a atividade pode voltar a sofrer impactos comerciais mesmo sem utilizar os antimicrobianos questionados pelos europeus.
O impasse ocorre poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo entre Mercosul e União Europeia e aumenta a percepção no agronegócio de que barreiras sanitárias também vêm sendo usadas como mecanismo de proteção comercial por produtores europeus diante da competitividade sul-americana.
Segundo dados da Peixe BR, o Brasil produziu cerca de 968 mil toneladas de peixes de cultivo em 2025, mantendo-se como o maior produtor aquícola da América do Sul. A tilápia representa mais de 65% da produção nacional e lidera as exportações do setor.
Embora o mercado europeu não seja atualmente o principal destino do pescado brasileiro, o bloco é considerado estratégico por agregar maior valor aos produtos. Uma missão técnica da União Europeia deve visitar o Brasil em junho para avaliar uma possível reabertura do mercado europeu ao pescado nacional, suspenso parcialmente desde 2018 após restrições relacionadas à pesca extrativa.

















