O União Brasil de Mato Grosso deve passar por uma reorganização interna após as eleições. A vice-governadora eleita Gisela Simona sinalizou que a sigla fará uma avaliação de seus quadros, incluindo filiados que apoiaram candidaturas adversárias na disputa pelo Governo do Estado.
O movimento ocorre em meio ao desgaste entre o grupo do presidente estadual do partido, Mauro Mendes, e os irmãos Jayme e Júlio Campos. A divergência expôs divisões internas que ganharam força durante a corrida eleitoral.
Enquanto Mauro Mendes trabalhou pela candidatura de Otaviano Pivetta (Republicanos), Jayme Campos tentou viabilizar seu próprio nome para o Palácio Paiaguás, mas não conseguiu apoio na convenção partidária.
Contrariados com a decisão, os irmãos Campos seguiram por outro caminho e declararam apoio a Wellington Fagundes (PL), adversário de Pivetta na disputa pelo governo. Ao fim da eleição, o grupo não conseguiu conquistar os cargos que pretendia.
A divisão provocou reflexos dentro do União Brasil e levantou questionamentos sobre a capacidade de articulação da legenda. Gisela Simona reconheceu que as disputas internas podem ter prejudicado o desempenho do partido na eleição para a Assembleia Legislativa.
Agora, a avaliação dos filiados deve entrar na pauta da direção estadual. A intenção é analisar os posicionamentos adotados durante a campanha e definir os próximos passos da sigla.
A reorganização, porém, deve ficar para depois do segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro. Até lá, as lideranças terão tempo para avaliar os resultados das urnas e medir o tamanho das divergências.
O processo poderá definir o futuro dos grupos dentro do União Brasil em Mato Grosso e indicar se o partido buscará recompor suas alianças ou enfrentará novos embates internos.


































