O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adiou por duas semanas o ultimato contra o Irã e condicionou a decisão à reabertura do Estreito de Ormuz. O acordo foi confirmado por Teerã e prevê a retomada da navegação na rota, responsável por cerca de 20% do transporte global de petróleo.
A terça-feira (7) foi marcada por forte tensão internacional, após Trump afirmar que “uma civilização inteira” poderia ser destruída caso não houvesse acordo até a noite. A declaração gerou reações de líderes políticos, da Organização das Nações Unidas e até do Vaticano, que classificaram a ameaça como grave e preocupante.
Ao longo do dia, o conflito seguiu com ataques e movimentações militares. Os EUA realizaram bombardeios contra a ilha de Kharg, estratégica para o petróleo iraniano, enquanto o Irã respondeu com ofensivas na região e mobilização da população em defesa de instalações energéticas.
O recuo veio cerca de 90 minutos antes do fim do prazo, após mediação do Paquistão. O cessar-fogo prevê suspensão dos ataques e abertura do estreito por duas semanas, período em que os países devem avançar nas negociações por um acordo definitivo de paz.
















