MATO GROSSO

APÓS 30 HORAS DE JULGAMENTO

Trio é condenado por duplo homicídio no Shopping Popular de Cuiabá

Foto: Élcio Evangelista/ TJMT

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Após dois dias de julgamento intenso e mais de 30 horas de sessão, o Tribunal do Júri de Cuiabá condenou nesta quarta-feira (13) Jocilene Barreiro da Silva, Vanderley Barreiro da Silva (mãe e filho) e Sílvio Júnior Peixoto pelo duplo homicídio triplamente qualificado de Gersino Rosa dos Santos (Nenê Games) e Cleyton de Oliveira de Souza Paulino, mortos dentro do Shopping Popular de Cuiabá em novembro de 2023.

A sentença, proferida pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, impôs penas que somam 71 anos e 8 meses de prisão, encerrando um julgamento marcado por tensão, longas horas de depoimentos e forte comoção no plenário.

O Tribunal do Júri foi categórico: Sílvio Júnior Peixoto, o executor, e Vanderley Barreiro da Silva, apontado como o mandante, foram condenados a 23 anos e 4 meses de prisão cada um, em regime inicialmente fechado. Já Jocilene Barreiro da Silva, considerada uma das articuladoras do crime e mãe de Vanderley, recebeu a maior pena — 25 anos de reclusão. A decisão, tomada por voto unânime dos jurados, encerrou um julgamento tenso, que revelou detalhes sombrios de uma trama familiar movida por vingança e desespero.

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O primeiro dia de julgamento foi marcado por emoção e longas horas de depoimentos. Das 9h às 19h, o plenário ouviu testemunhas da acusação, familiares das vítimas e os próprios réus, que narraram versões conflitantes sobre o crime. O delegado Nilson Farias, responsável pela investigação, declarou que a motivação foi vingança pela morte de outro membro da família, assassinado dias antes.

“Foi uma tentativa de aliviar a dor de uma mãe, mas acabou atingindo inocentes”, lamentou o investigador, diante de um público visivelmente comovido.

O clima ficou ainda mais tenso quando o policial civil Leonardo Rech relatou como Sílvio foi capturado em Uberlândia (MG) após confessar ter sido contratado por R$ 10 mil para executar as vítimas. Segundo ele, o executor comprou a arma e organizou a fuga com apoio dos mandantes. Durante o interrogatório, Sílvio tentou minimizar sua culpa, afirmando que aceitou o crime para quitar uma dívida de R$ 5 mil e que teria sido ameaçado por Vanderley. Este, por sua vez, tentou livrar a mãe, dizendo que Jocilene o aconselhou a desistir do plano. Ela, em silêncio, ouviu as acusações sem reagir.

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Na sustentação final, a promotora de Justiça Élide Manzini descreveu o caso como um assassinato frio, planejado e executado com crueldade, apresentando provas, áudios e imagens que convenceram o júri da participação dos três condenados.

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