MATO GROSSO

Interesses das empresas dos EUA.

Tarifas de 50% contra produtos brasileiros exportados é devido pressão das “big techs”, diz jornal

Na quarta-feira, 20 de agosto, deputados votarão projeto que tem como objetivo evitar que plataformas digitais descumpram dispositivos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente. (Foto: Reprodução / Redes digitais)

publicidade

publicidade

A imposição de tarifas de 50% pelo presidente dos Estados Unidos sobre as exportações brasileiras é vista como a maior crise diplomática entre os dois países, que possuem relações comerciais há 203 anos.

 

Por Humberto Azevedo

 

O anúncio do presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, de impor tarifas adicionais de 50% sobre os produtos brasileiros exportados àquele país foi uma decisão provocada pelo descontentamento das empresas norte-americanas e gigantes de tecnologia insatisfeitas com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que julgou que as plataformas cibernéticas, que operam no Brasil, tem responsabilidade com a publicação de terceiros, dizem fontes ligadas ao governo Trump ouvidas pelo jornal Folha de S. Paulo.

 

Esta situação teria se somado à atuação do BRICS, bloco econômico formado por Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Árabia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã que tem feito a moeda norte-americana (dólar) ser menos usada nas transações comerciais, que é visto por especialistas em defesa, geopolítica e relações exteriores, como o principal fator por trás da iniciativa de Trump.

 

As pressões políticas que o deputado federal licenciado e filho do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL), Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos EUA desde abril em campanha para que o governo Trump sancione o ministro do STF, Alexandre de Moraes, é tida apenas como pretexto oportuno para justificar a ação do atual governo norte-americano contra a economia do país.

Leia Também:  Produtores de soja têm até dia 15 para cadastrar área plantada

 

De acordo com especialistas, a decisão do STF foi interpretada pela Casa Branca como uma “ameaça à liberdade de expressão”. No centro da questão estaria a decisão de Moraes aplicar sanções às empresas do bilionário Elon Musk, como a plataforma “X”, antigo “Twitter”, que era aliado político de Trump e hoje adversário, mas com o mesmo interesse de grupos como Google, Meta – que controla o Facebook, Instagram e o Whatsapp, e Rumble, que teve suas operações no país suspensas por descumprir ordens judiciais.

 

Em fevereiro deste ano, o Trump Media & Technology Group, empresa do atual presidente norte-americano, e a Rumble moveram uma ação conjunta, nos Estados Unidos, contra Alexandre de Moraes, alegando censura à direita nas redes sociais. Na segunda-feira, 7 de julho, um integrante do governo Trump ouvido pelo jornal Folha de S. Paulo classificou as decisões do STF como uma tentativa de “desestabilizar a democracia” para sustentar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

SANÇÕES

Leia Também:  Avanço russo na região de Donetsk foi frustrado até agora, diz Ucrânia

 

Embora inicialmente os EUA tenham avaliado apenas sanções específicas contra Moraes, nas últimas semanas o governo Trump decidiu ampliar a retaliação. Segundo o jornal paulistano, o presidente estadunidense passou a defender o uso de tarifas como instrumento de pressão, inclusive antes da cúpula do BRICS, realizada nesta semana na cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ).

 

A decisão de impor as tarifas de 50% teria surpreendido parte da equipe do governo, que sugeria apenas medidas mais pontuais e restritas a certos produtos. A nova taxação coincide com o agravamento das críticas dos EUA à condução da justiça brasileira e uma suposta “caça às bruxas”, nas palavras de Trump, que estariam sendo realizadas contra o ex-presidente Bolsonaro, réu na ação penal que julga a participação dele como mentor político da tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito, que resultou na destruição das sedes dos Três Poderes no dia 8 de janeiro de 2023.

 

Com informações da Folha de S. Paulo e do site RTBrasil.

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade