MATO GROSSO

“Sem polícia na rua, qualquer programa vira ‘enxugar gelo’”, diz deputada sobre nova lei antifacção

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A sanção da Lei 15.358/2026 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva trouxe regras mais duras contra o crime organizado, mas a deputada federal Coronel Fernanda afirma que a medida é insuficiente sem reforço no efetivo policial em Mato Grosso. Segundo ela, o estado enfrenta déficit histórico de profissionais, o que compromete a eficácia das ações de segurança pública.

“A lei foi um passo importante e oferece novos instrumentos para que a segurança pública atue diretamente contra as facções. Mas ainda precisamos de investimento em pessoal. Mato Grosso está longe do ideal em qualquer aspecto, pois operamos com o mesmo efetivo de 30 anos atrás”, criticou a parlamentar.

De acordo com Fernanda, facções criminosas expandiram presença para praticamente todos os municípios do estado nos últimos anos, enquanto o número de policiais permaneceu estagnado. “As facções ampliaram seus tentáculos em Mato Grosso, chegando a todas as cidades. Como combater o crime organizado sem polícia na rua?”, questionou.

A deputada também apontou a sobrecarga dos agentes da ativa e criticou a falta de estrutura para sustentar programas de segurança. “Sem polícia na rua, qualquer programa vira ‘enxugar gelo’. Estão sobrecarregando quem já está trabalhando, aumentando responsabilidades sem a remuneração adequada e sem o descanso necessário”, disse.

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Um exemplo recente citado foi a Operação Argos, conduzida pela Polícia Civil, que identificou um centro de treinamento de facção em área indígena em Santo Antônio de Leverger, com uso de armamento pesado. Para a parlamentar, apesar do avanço jurídico, o combate ao crime seguirá limitado sem aumento do efetivo nas ruas.

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