A Rumo Logística, maior operadora ferroviária independente do Brasil, está construindo uma nova ferrovia de 740 quilômetros entre Rondonópolis e Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso. O objetivo é mudar a rota do escoamento de grãos no estado, hoje dependente da BR-163, considerada de qualidade apenas “regular” pela Confederação Nacional de Transportes (CNT).
Com previsão de entrega entre 2028 e 2029, a ferrovia deve conectar diretamente o coração da produção agrícola mato-grossense ao Porto de Santos (SP). Segundo a vice-presidente de Relações Institucionais da Rumo, Natália Marcassa, o novo trajeto será mais eficiente e sustentável, tirando caminhões das estradas e reduzindo custos logísticos.
“Essa ferrovia permitirá ampliar em até 60% a produção agrícola do Mato Grosso sem desmatamento, apenas com a conversão de áreas de pastagem para lavoura. E tudo isso com menor custo e menos emissão de carbono”, afirmou Marcassa, durante participação no videocast Exame Infra.
A obra é viabilizada por meio do modelo de autorização ferroviária, e o primeiro terminal, em Dom Aquino (MT), deve ser entregue já em 2026, com capacidade para movimentar 10 milhões de toneladas por ano.
Investimento bilionário e gargalo em Santos
A companhia pretende investir entre R$ 5,8 bilhões e R$ 6,5 bilhões em 2025, mantendo o ritmo de aportes registrado nos últimos anos. Só em 2023, foram aplicados R$ 5,7 bilhões.
Outro foco da empresa é o Porto de Santos, onde a Rumo planeja ampliar um terminal privado operado pela DPW, em parceria com a cooperativa agrícola americana CHS. A expansão prevê dois novos berços de atracação, além de aumentar a capacidade para grãos em 10 milhões de toneladas e para fertilizantes em 3 milhões.





























